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A conexão natural com os mundos sutis

Enviado em 23/02/2012 (1574 leituras)

Quando falamos em conexão natural, algo nos vem à mente, dentro do Paganismo/Druidismo, isso se torna imprescindível neste caminho e para este caminho, nosso espírito carrega o gene ancestral que nos liga a todas às criaturas vivas e compreende, mesmo que inconscientemente, que fazemos parte da grande teia universal, que rege e interliga cada célula neste grandioso corpo terrestre.

Sabendo e estando disposto a compreender isso, não se torna algo difícil esta conexão, visto que se trata de algo natural, tudo que precisamos fazer é apenas “nos deixar levar”, sentir e deixar fluir esta sincronicidade com o meio em que vivemos.

Para ouvir as canções que o Vento traz, para ouvir o murmúrio das Árvores que sussurram sabedoria, para ouvir às vozes dos espíritos da Criação, se torna algo de fato natural, basta nos sentarmos próximo a uma Árvore ou a um Rio e, silenciarmos, aquietarmos nossos corações e mentes, seja meditando da forma convencional ou apenas ouvindo, observando, dando vazão às vozes que ecoam nos infinitos, muito além das nossas.

Sempre que estivermos próximo a lugares sagrados como Bosques, Mata, Florestas, ganharemos lições valorosas que nos acompanharão pelo resto de nossas vidas. Às vezes, essas vozes nos dizem algo que não compreendemos de imediato, mas que com o desenrolar dos acontecimentos, se manifestam de forma clara, como insights que nos arrebatam em uma espiral súbita de Inspiração. Como uma semente que germina e rompe o solo.

Estas vozes ecoam em nosso âmago, teremos este elo de infinita beleza, de infinito Amor. Este fluxo exógeno que nos permeia os sentidos e entorpece (no sentido positivo da palavra, é claro) nos conduz ao centro de nosso Ser (lembrando: S = sentir, E = experimentar, R = realizar) arremetendo-nos a esta conexão, como fruto de nossa evolução, com o tempo isto, se torna fluente como as águas calmas ou mesmo bravias de uma corredeira.

É importante termos em mente que, conforme tornarmos habitual esta conexão, cada vez mais compreendermos esta Paz, estas vozes e tudo que elas nos passam, os ensinamentos, os sinais, que fazem parte do que realmente somos, ou seja, elas não estão fora e dentro de cada um de nós. Somos parte dela e ela parte de nós, somos nada mais/menos do que uma força incandescente em nosso interior, “células” complementares interagindo e atuando nos mundos sutis, como parte integrante e inseparável deles, como diz minha amada Alëssah: “tribos em nós”.

Condescendente do pensamento Celta dos três mundos, na visão dos antigos galeses, Anwyn (onde a alma é forjada), Abed (onde a alma é encarnada) e Gwynved (pra onde a alma ascende), respectivamente: o submundo (não se rotula de inferioridade, mas só uma questão de posicionamento), o mundo físico e o mundo espiritual ou sutil.

Estes mundos são complementares, são por onde temos que passar em essência, para nossa evolução e aprendizado. Assim, também, somos complementares, somos partes de uma mesma essência, única, porém transmutável e flexível.

Somos o resultado da história que nós mesmos escrevemos, portanto, podemos nos conectar com o sagrado que reside em nós e, consequentemente, o exterior se interliga nesta fusão alquímica de existência que nos mantém despertos, se assim quisermos que seja, se nos manifestarmos buscadores do caminho e do conhecimento vivencial.

Sendo assim, esta conexão NATURAL se dá a partir do momento em que compreendemos que somos Um, mas também, somos muitos e ainda assim, nos complementamos na infinita busca pela bela simplicidade de sermos nós mesmos em essência.

AWEN a todos /|\

Por Ëldrich Hazel Ybyrapytã
Caminhante que busca o despertar da consciência através da meditação e da compaixão.

Ëldrich, filho da Avelãzeira:
"Somos todos folhas da mesma Árvore"
E-mail:
eldrich@templodeavalon.com

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