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Iniciando a jornada

Enviado em 16/12/2012 (4662 leituras)

Por onde começar?

Muitas são as dúvidas que surgem quando decidimos seguir uma nova jornada espiritual. A dúvida é o princípio do caminho e o Druidismo emerge das sombras à luz da inspiração. Então, por onde começar? Caminhar de forma solitária ou afiliar-se a um grupo ou ordem druídica?

Penso que todas as formas são válidas. Podemos seguir os passos daqueles que andaram sobre as mesmas trilhas antes de nós e irmos muito além. Experiências enriquecedoras que iremos adquirir ao nos unirmos a uma tribo, tendo consciência que a jornada é única e incomparável.

O despertar de qualquer busca espiritual começa na necessidade de repostas, sejam elas quais forem, motivados pelo amor ou pela dor - talvez, um clichê bem comum, mas que se encaixa perfeitamente neste sentido. A única ressalva é que, normalmente, nos sentimos sensibilizados e acabamos por aceitar muitas inverdades encobertas pelas lentes cor-de-rosa do romantismo.

A beleza do caminho está na poesia da alma. Somos criaturas amorosas por natureza e até inocentes em muitos aspectos, tornando-nos pressas fáceis do misticismo enganador. Por isso, friso que o conhecimento é libertador, pois ele nos dá a opção da escolha. Mas a sabedoria de discernir virá apenas com o tempo. Um tempo que não pode ser medido de forma linear.

"O Druidismo é uma religião natural da terra." - Philip Carr-Gomm.

Sabe-se que toda religião natural de um povo é inerente ao paganismo, como por exemplo, o Japão que tem como religião natural o Xintoísmo, que é o paganismo japonês e na Índia, com o Hinduísmo ou o paganismo indiano. Assim, aqueles que hoje seguem o paganismo celta, como o Druidismo e o Reconstrucionismo Celta, reconhecem esse chamado natural da Terra através das suas práticas diárias junto aos Deuses, ancestrais e espíritos da natureza, além do estudo da história, arqueologia, antropologia, dos mitos e das lendas celtas.

As lendas e os mitos tornam os nossos dias mais reais e cheios de magia, mas somente a dedicação e o estudo ampliam nossa visão sobre essa fascinante cultura, facilitando assim, a nossa jornada espiritual ao se diferenciar o fato da ficção. E para isso, há indicações confiáveis neste site (leia no rodapé).

"Os mitos podem nos levar a descobrir mais sobre a nossa herança espiritual, e talvez a perceber alguns dos defeitos no desenvolvimento espiritual do mundo moderno. O estudo da mitologia não precisa mais ser visto como uma fuga da realidade para as fantasias por parte dos povos primitivos, e sim como uma busca pela compreensão mais profunda da mente humana. Ao nos aventurarmos em explorar as distantes colinas habitadas pelos Deuses, estaremos talvez, descobrindo o caminho de casa." Uma descrição perfeita da historiadora Hilda Roderick Ellis Davidson.

Mas vá devagar e não tenha pressa. O caminho druídico é longo. Ser um druida ou druidista - que se refere ao praticante que não exerce o sacerdócio - requer anos de aprimoramento.

"Druida é uma pessoa sábia que estuda os contos antigos da cultura celta e aprende com sua filosofia; domina certas técnicas de memorização, observação e consciência; uma pessoa com habilidade no uso de som, visão, olfato, tato e paladar; um estudante das leis, Natureza e ciência; um líder de ritual, professor e um guardião dos valores celtas; poeta, cientista, advogado, sacerdote, filósofo e um forte defensor da verdade, da honra e da espiritualidade." Searles O'Dubhain.

Então, aprenda a silenciar sua mente e medite próximo à natureza. Apure os sentidos e perceba todos os ritmos da terra. Observe às mudanças das estações e sinta como tudo ao seu redor tem uma linguagem própria. Os pássaros, os ventos, as árvores, a vegetação local, os ciclos lunares, o ritmo das marés e dos animais, mesmo os domésticos. A partir de agora você é o observador do caminho que está construindo ou reconstruindo. Onde a intuição é a fonte que lhe trará boas inspirações.

"O bosque sagrado são realidades do mundo manifesto e não-manifesto." - Ian Corrigan.

Crie o hábito de anotar todas as suas percepções e sensações. Faça um diário de atividades, isso ajuda bastante no início. Anote também suas dúvidas, pesquise, vivencie e estude sobre os Quatro Grandes Festivais Celtas: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh. Afine-se com a ancestralidade dos antigos celtas, além dos ancestrais da sua terra e da família em que nasceu.

Esse é o elo que nos une!

"Quando aprendermos a confiar, novamente, no fluxo deste antigo ritmo, encontraremos o equilíbrio na vida, unindo o interior e o exterior, o visível e o invisível, o conhecido e o desconhecido, o temporal e o eterno, o velho e o novo. Os celtas eram profundamente cientes da natureza circular em nosso meio. Esta estrutura segue o círculo da vida, na sua espiral em direção a transformação." - John O'Donohue.

No centro do seu ser, reconheça os ciclos infindáveis da sua alma e a triplicidade da vida, onde vivificamos a imensidão dos Três Reinos: Céu, Terra e Mar. Sinta cada reino dentro de si. O ar que circula nos pulmões, a força que move os músculos e o sangue que flui por todo o nosso corpo. Somos parte da natureza, assim como ela é parte de nós.

Envolva-se com projetos que defendam o meio ambiente e os animais. Seja um curador consciente, em todos os sentidos. Recicle, reutilize, reduza e se reorganize para viver melhor.

Flua em paz e equilíbrio entre os mundos.

A meu ver, esses são os primeiros passos rumo ao Druidismo e às religiões consideradas politeísta, panteísta e animista, ou seja, religiões que respeitam toda a natureza como um ser divino, que possui espírito e cultuam vários Deuses e Deusas, com honra, verdade e lealdade.

E, finalmente, descubra o seu caminho de volta para casa!

Artigo para o Portal Druidismo.

Indicação de livros e sites para o estudo, clique aqui.

Conheça outros grupos e artigos: Links e tribos.

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com

Leia, também, o artigos de Rowena Arnehoy Seneween.
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