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A continuidade no caminho

Enviado em 01/10/2017 (68 leituras)

"Continuidade no caminho: ação contemplativa para desbloquear a mente"

Existem muitos caminhos, ou possibilidades que no decorrer de nossa jornada pessoal são apresentados para nós, manifestados de infinitas formas.

Estas formas são muitas vezes agregadas das mais variadas cores, sabores, odores, sons, sensações, percepções, sentimentos e intuições, tudo isso para aguçar nossos sentidos e de certa forma, "chamar a atenção" do caminhante.

Por isso, não se torna tarefa fácil nos orientarmos em meio á tanta informação, de modo que podemos levantar a pergunta: "... por que me parece que quanto mais eu tento buscar um caminho (seja ele espiritual, social, filosófico, etc) vou ficando cada vez mais perdido e desorientado?"

Então, se em momentos como este nos entregarmos á esta dúvida de maneira tendenciosa ou lasciva, nos tornamos um campo vulnerável para a atitude (ou falta dela) de simplesmente deixarmos de buscar qualquer caminho, criando assim uma vasta rede de motivos para não fazê-lo e rapidamente nos apegamos á esta sensação criada por nós.

O que acontece é que acabamos por idealizar demais o que planejamos para o futuro, quando este é e sempre será uma incógnita universal, não é privilégio nosso estarmos á mercê do tempo e dos acontecimentos, veja o planeta que habitamos, por exemplo, o ecossistema e a condição humana, entretanto em momentos como este nos sentimos tão "especiais", digo, o ego projeta a insatisfação, a revolta, o conformismo e a auto indulgência, que são âncoras para conflitos internos que se manifestam como competitividade, inveja e afins. São muitas as possibilidades, em detrimento disto o potencial a ser explorado, muda seu curso. Seria uma ação errônea, correta ou apenas fruto da lei da ação e reação inerente a cada indivíduo?

Enfim, se nos permitirmos permanecer abertos e receptivos para o aprendizado em si, aquele que permanece nas entrelinhas, entre o desejado e o rejeitado, talvez, protagonizaremos nossa própria jornada, ou seja, não nos permitiremos cair nas tendências egóicas, ficando a deriva das armadilhas dos sentidos, nos tornando assim, co-criadores de nossos passos. É preciso silenciar para poder ouvir, permitir que um jardim interno floresça em um espaço onde tudo germina, amadurece, frutifica e morre, dando lugar á uma variedade infinita e abundante, naturalmente cíclico.

Isto geraria uma aceitação genuína de tudo que já somos em potencial, livres das amarras do julgamento, do hábito e da lassidão, nos tornarmos ainda mais simples embora envoltos em uma complexidade nutritiva e reveladora.

Celebraríamos e honraríamos toda nossa diversidade interna e compreenderíamos suas conexões e sutilezas em uma simplicidade esplêndida.

Por fim, o que acaba por confundir nossa percepção de qual rumo tomar é a mesma que nos ilude dizendo "como" devemos escolher o caminho. Como seres condicionados por rótulos, formas e "identificações" muitos de nós precisa de um caminho conciso como uma religião ou filosofia.

Estamos carregados de culturas que nos acompanham desde que nascemos e isto é uma condição difícil de se remover por completo, mas apenas por nos esforçarmos a nos tornarmos observadores de nós mesmos, esta "realidade" pode começar a mudar, de dentro para fora, uma revolução interna.

Se nos pusermos a meditar a cada mudança significativa em nosso caminho, a cada passo que damos ou deixamos de dar, poderemos sim exercitar esta abertura curativa, e a atenção plena (mindfulness). Apenas olhar com cuidado e compaixão para cada início e término de ciclo, a sabedoria irá florescer de uma maneira naturalmente bela e eficaz, de modo que gradativamente começamos a perceber que o que outrora foram rupturas ou diferenças que provocavam inquietude e desconforto, agora com mais calma mental e clareza, como águas calmas de um lago que revelam o que há em suas profundezas, poderemos ver que se trata de "conjecturas", sinapses ou interlúdios que são pontos de ligação entre tudo que somos e tudo que nos tornamos como um todo impermanente, pacífico e produtivo. O silêncio entre as notas de onde tudo se origina e retorna, renasce e se revigora.

Talvez ao ler esta parte do texto possa vir à pergunta: como impermanência, paz e produtividade podem co-existir? E, talvez, também esteja aí o verdadeiro significado de estes termos terem chamado sua atenção, eles estão escritos separados, mas não quer dizer que estejam condenados ao isolamento, a maior prisão do mundo é a mente que cria, assim como todas as chaves de todas estas prisões que habitam na mente.

Que todos os seres sejam beneficiados!

Por Ëldrich Hazel Ybyrapytã
Caminhante que busca o despertar da consciência através da meditação e da compaixão.

Ëldrich, filho da Avelãzeira:
"Somos todos folhas da mesma Árvore"
E-mail:
eldrich@templodeavalon.com

Para ler os artigos de Ëldrich Hazel Ybyrapytã, clique aqui.
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