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Druidismo - Além da história e da ciência

Enviado em 19/10/2010 (1700 leituras)

Stonehenge, Avalon e suas dimensões

Em tempos tão modernos e distantes da antiga sabedoria ancestral, com tantas evidências perdidas e até nunca encontradas, além das brumas de Avalon e das Pedras de Stonehenge, templos distintos, há Stonehenge como uma ligação arqueológica que levanta as maiores questões e causa questionamentos infindáveis em os todos que pesquisam sobre este monumento. A sabedoria e a grandeza do passado. Temos, também, Avalon a Ilha das Maçãs, venerada e poetizada, romantizada pelos amantes e oportunistas. Mas de onde vem Avalon? Onde fica a Ilha das Maçãs?

Temos estes "paradigmas" para dar seguimento a este artigo escrito com a paixão de um tolo errante, mas que se orgulha de ostentar uma tradição que ainda hoje é ofuscada pelos "estudiosos" e ceticistas, que teimam em enxergar um caminho espiritual, como o Druidismo, de maneira meramente científica, algo que não se pode rotular ou coisa parecida.

É triste saber que assim como fizeram os Romanos no passado, ainda hoje, em tempos de busca pelo autoconhecimento e descoberta das verdadeiras raízes, tenhamos que nos submeter a "historiadores" que se dizem sábios, apenas por devorarem centenas de livros de história Celta ou de qualquer outra natureza espiritual/filosófica.

Quando alguém se encontra em seu caminho espiritual, se depara com algo grandioso e inexplicável, algo que vai além das descobertas arqueológicas e científicas, a espiritualidade não se explica com tão pouco. Vai muito além e além...

A ciência é nossa aliada e nunca devemos nos prover de uma busca mais detalhada de como as coisas realmente aconteceram historicamente, infelizmente ou felizmente, nossa mente se nega a compreender os misteriosos caminhos da espiritualidade e a conexão divina que estão além das fronteiras do ego. Somos dotados da mesma centelha da divindade, força criadora capaz de nos conectar com o espírito das Pedras, dos Riachos e Lagos, dos mundos mineral, vegetal e animal. Nosso caminho se manifesta de acordo com esta conexão que nos "eleva" a magistral e deslumbrante força que rege a vida na Terra.

Os dados e fatos científicos devem servir de apoio a esta caminhada espiritual, como qualquer estudo e se faz indispensável para que alcancemos nosso equilíbrio, entre razão e emoção, mas devemos compreender que além de razão e emoção, reina a nossa consciência, a força motriz da expansão da nossa divindade interior, que rege (para aqueles que buscam) a compreensão do real caminho e de nossa busca pessoal. E o que nos faz caminhar na bem-aventurança e no amor.

É sabido que, praticamente, todas as "evidências" sobre as práticas Druídicas se perderam no tempo e as informações que se tem, foram apenas contadas por aqueles que as presenciaram do "outro lado" da "batalha", como Cezar ou por pessoas que tiveram suas crenças "mudadas" pelo imperialismo romano ou pelos monges copistas. Digamos que não se tratam de pessoas confiáveis para se acreditarem na veracidade de seus relatos, pois as histórias das batalhas são contadas pelos vencedores e se torna inevitável a tendência a vangloriar o seu propósito. É fato!

O que todos nós buscamos, nos dias conturbados de hoje, é o valor que há muito se perdeu ou deturpou-se na própria história pela história. O que se tenta, atualmente, através do Druidismo é o resgate de um caminho digno de batalha, o direito de tentar compreender através da conexão à sabedoria natural e ancestral, quem fomos, somos e até seremos. Acredito que chegará um dia em que as religiões não serão mais necessárias para que se obtenha a experiência de absorver o conhecimento espiritual. Mas ainda se fazem necessárias, para que cada um busque sua luz em sua própria escuridão.

Stonehenge está lá, de pé, tangível e imponente como uma colossal arquitetura ancestral e não importa o quanto a ciência tente explicar ou encontrar vestígios arqueológicos, desvendem este antiguíssimo mistério. Acredito que nunca conseguirão pelo simples fato, de que existem coisas que não devem ser explicadas, apenas sentidas e para mostrar que o homem não é o dono da razão sempre.

Avalon está lá, de pé? Em nossos sonhos mais loucos, podemos nos ver sob as brumas deste lugar sagrado, onde os espíritos vagueiam em harmonia com a Natureza, onde nossos pés não tocam o solo e podemos sentir o real significado da palavra amor... Seria Avalon, nossa Terra Prometida? O que nos levaria à Avalon? Estaria Avalon, oculta no círculo de Pedras de Stonehenge, uma passagem secreta? Que sussurra nos ventos ou no canto dos Pássaros, o verdadeiro conhecimento?

Para mim, ser Druida está além dos relatos históricos, científicos ou arqueológicos de qualquer mortal. Ser Druida é tentar resgatar a conexão perdida, ouvir a voz das Árvores e das Montanhas, das geleiras aflitas que derretem, do arder das chamas que devastam Florestas ou ouvir o choro dos bebês foca na ponta dos arpões de caçadores inescrupulosos.

Ser Druida é ter amor por tudo que é vivo, é festejar o nascer do Sol e a alva luz que vem da Lua, é compreender as mudanças sazonais como real parte de seu corpo físico e espiritual e buscar a cada dia, ser uma pessoa melhor ao alcance das experiências e vivências de cada um.

Ser Druida é buscar a voz ancestral que reside dentro de cada um de nós e que guia nossos caminhos rumo à alvorada da alma. Alma desnuda em sintonia com todos os elementos.

"A busca pela sabedoria não se contentaria com todos os livros do mundo! Esta sabedoria é livre de todo saber tradicional. Trata-se da sabedoria universal que não está escrita em livro algum, mas a qual o estudioso sincero facilmente tem acesso, pois ela existe para que o ser humano possa usá-la e com ela, possa escapar do mundo dialético que o aprisiona."

AWEN!!!

Por Ëldrich Hazel Ybyrapytã
Caminhante que busca o despertar da consciência através da meditação e da compaixão.

Ëldrich, filho da Avelãzeira:
"Somos todos folhas da mesma Árvore"
E-mail:
eldrich@templodeavalon.com

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