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BRUMAS DO TEMPO
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Os Druidas

Os druidas exerciam um papel importantíssimo nas sociedades celtas, apesar deles não existirem em todas as tribos. Entre os celtas não havia o conceito de um Deus único, sabemos que eles adoravam inúmeros Deuses. Ocorriam também muitas variações de região para região, incluindo os festivais, que não eram os mesmos para todos. Os bretões, por exemplo, tinham uma festa específica para celebrar o Solstício de Inverno, sendo que outras tribos não possuíam festivais semelhantes nessa época.

Dólmen "Os Druidas eram membros de uma classe profissional em que estava encarnada a vida religiosa e espiritual de sua sociedade. Eles ocupavam os pápeis de juiz, médico, conselheiro, mago, místico e conhecedor da religião, entre outras funções. Além disso, eram os filósofos, cientistas, teólogos e intelectuais de sua cultura, e os possuidores da soma dos conhecimentos da sua era. O nome "Druida" é peculiar ao povo céltico; outras culturas tinham outros nomes para o seu clero e dele esperavam serviços diferentes. Os Druidas não eram um grupo étnico ou cultural por si mesmos, mas parte de uma sociedade maior da qual participavam, na cultura céltica da era pré-cristã, as nações célticas da Europa Ocidental e das Ilhas Britânicas." - The Druids, de Stuart Piggot.

Cada tribo tinha o seu próprio chefe e, apesar de serem bem diferentes entre si, tanto na aparência física como nas atividades econômicas, algo os definia, como a cultura que tinham em comum, a raça guerreira, o parentesco das línguas, os costumes e a semelhança das práticas religiosas.

O Druidismo é uma religião politeísta, tribal, pagã e exclusivamente celta. É impossível falar dos Druidas sem falar dos Celtas e vice-versa!

A etimologia da palavra "Druida" significa aquele que tem a sabedoria e a força do carvalho, ou seja, o próprio saber ou homem sábio. Dividiam-se em três tipos de funções ou ofícios sacerdotais, conhecidos como: Bardos, Ovates e Druidas.

"Qualquer estudo dos Druidas deve começar com um processo de desmistificação." Jean Markale.

Podemos dizer que o sacerdócio no Druidismo é como um agente equilibrador com a responsabilidade de curar toda a tribo, assim como curar a si mesmo e o próprio planeta. 

A arte da cura sempre foi muito evidente nas práticas druídicas, bem como em todas as práticas de caráter xamânico, que cultivam ações semelhantes. A cura em si estava direcionada de forma muito intrínseca ao invisível, como o espírito do Sol, que era capaz de criar e destruir a vida, além de fertilizar ou paralisar a colheita no chão, sendo considerado o promotor da cura e da regeneração, aquele que é capaz de ascender aos locais mais escuros da terra.

Os Druidas possuíam a função sacerdotal, exercendo também, a função de conselheiros e filósofos, como foi dito anteriormente. Eram eles os responsáveis pelas cerimônias religiosas, pelos rituais em geral e por todos os julgamentos proferidos na tribo. 

Na história escrita há uma série de elementos nos relatos greco-romanos, além de achados arqueológicos, que nos dão uma visão sobre as práticas religiosas dos Druidas, os quais, infelizmente, por volta do ano 43 d.C. foram praticamente exterminados pelo Imperador Claudio, deixando-nos apenas um legado de conhecimento perdido no tempo.

O que sabemos de fato sobre a história dos Druidas ainda não foi desvendado pelos historiadores. A única coisa que podemos afirmar é que eles existiram entre os povos celtas, porém a sua verdadeira origem ainda é considerada um grande mistério.

Mas nem por isso devemos cair em devaneios sem fundamentos. Principalmente, anacronismos que associam os Druidas aos mais variados absurdos, indo até aos que tentam aproximar o Druidismo as religiões como o Cristianismo e o Judaísmo, classificando-o como uma religião monoteísta.

Entre passado e presente podemos dizer que os Druidas de hoje, tem o compromisso de contribuir para a conscientização de um mundo melhor, em todos os sentidos!

Rowena Arnehoy Seneween ®

Retirado do livro Brumas do Tempo
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