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15. Sabugueiro (Ruis/Elder = R)

Publicado por Rowena em 24/10/2012 (3030 leituras)

O Sabugueiro representa o final de um ciclo, ele nos ensina a deixar o velho partir para trazer o novo. Suas flores facilitam o contato com as fadas, e as frutas na feitura do vinho que promove a clarividência.

R, Ruis

>-/////-<

O Sabugueiro - A Deusa Tripla

Como se diz: rúch
Tradução: vermelho, vermelhidão
Nome científico: Sambucus nigra
Irlandês antigo: trom
Galês: ysgawen
Inglês: elder
Significados básicos: términos, renovação, penitência
Classe: arbusto
Cor: ruadh, “ruivo, de cabelo vermelho”



Bríatharogaim:

Bríatharogam Maic ind Óc
Ruis: rúamnae drech, envermelhecer das faces

Bríatharogam Con Culainn
Ruis: bruth fergae, brilho de raiva

Bríatharogam Morainn mac Moín
Ruis: tindem rucci, o rubor mais intenso

Comentários:

Numa cultura guerreira como a dos antigos celtas, a honra era o mais precioso bem de uma pessoa. Vivendo em uma terra rude, pobre em bens materiais, a reputação pela coragem, lealdade e honestidade poderia ser a única propriedade valiosa. Ser desonrado, envergonhado, era a mais temível catástrofe que poderia recair sobre alguém. Em tal cultura, Ruis, o rubor da vergonha, era um símbolo extremamente poderoso.

Há um episódio nos contos de Fionn mac Cumhaill em que este passa a noite diante de uma fogueira de galhos de sabugueiro, atormentado pela visão de fantasmas troçadores. Como Fionn, somos a todo momento assombrados por lembranças que nos fazem corar de vergonha. Como Fionn, devemos enfrentar esses fantasmas se desejarmos libertar-nos e recuperar a honra. Isso pode implicar em defrontar-se com raiva e punição severa às mãos de alguém que prejudicamos ou ante o rigoroso julgamento de nosso próprio acusador interior.

Você pode escolher Ruis como talismã se estiver lutando com os demônios da vergonha, ou como um aviso para não cometer atos pelos quais tenha de se envergonhar. Mas fique atento! Ruis é o emblema da penitência, não da vergonha. Aceitação, reconciliação, sabedoria e inteireza aguardam-no depois de passar pelos fogos do arrependimento. No Quarto Ramo do Mabinogion, Math, depois de punir Gwydion e seu irmão pela violação de Goewin, diz:

- Ó homens - disse o rei -, vós obtivestes paz e tereis igualmente amizade.

Sagragnos: Ruis é o sabugueiro, Vida. A neve do inverno derrete e a vida salta do solo. A roda do destino gira e torna a girar. A criança pequena caminha com uma bengala rumo ao nascimento outra vez. A vibração da descoberta, a útil invenção nova, a abençoada contribuição ao bem-estar humano adquirem outros atributos, cessam para fortificar-se e, novamente, chega a revelação. A casa em que vivemos, nossa cidade, este mesmo envelope de carne se desvanece atrás de nós ao avançarmos e a vida continua. O que é eterno é o ciclo da vida, o girar da roda, a queda das folhas do ano que passou para que, com a nova primavera, a floresta vibrante receba a vida vestida de verde e cada colheita esteja fresca e nutritiva.

Coslogenos: maturidade por meio da experiência, satisfação, consumação, auxílio discreto. Invertida: passado problemático, morte sem sossego, contendas, vingança antiga.

Coirí Filidechta - Os Caldeirões da Poesia:

Coire Goiriath (Caldeirão do Aquecimento), físico: embora um aspecto de sua vida tenha chegado ao fim, outro ciclo inicia-se agora.

Coire Érmai (Caldeirão do Movimento), emocional/mental: mudar o velho trará criatividade, introduzirá novas idéias e pensamentos.

Coire Sois (Caldeirão da Sabedoria), espiritual: conexões formam-se continuamente enquanto fases de vida e experiências repetem-se sob modos diferentes que conduzem à renovação.

Por Bellovesos /|\

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