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Forfeda - O Quinto Aicme

Publicado por Rowena em 01/10/2017 (215 leituras)

Apesar dessas letras adicionais não serem encontradas em nenhuma das inscrições em pedra, o Auraicept na n-Éces os inclui em algumas das listas do Ogham, mas as ignora em outras. E conforme descreve a reconstrucionista Eryn Rowan Laurie, usar o Forfeda enriquece a nossa experiência oracular.

Forfeda (“letras adicionais”, forfid no singular) – são o grupo de feda que formam o Quinto Aicme do alfabeto ogâmico. Surgiram no período do irlandês antigo (entre 600-900 d. C.), séculos depois do ápice do uso do Ogham. Acredita-se que representassem sons ausentes do alfabeto original, talvez, as seguintes letras: é(o), ó(i), ú(i), p e ch. (Bellouesus Isarnos)

Aicme na Forfed:
1. Ebad/Éabhadh,
2. Ór/Oir,
3. Uilenn/Uillean,
4. Pín/Iphín,
5. Emancholl/Eamhamcholl

A seguir, o significado do Forfeda realizado por Dartagnan Ávillys d’Avalon em parceria com o grupo de estudos Fidnemed an Síd : Ogham. Apresentamos um resumo prático dos significados místicos encontrados a partir deste estudo e o aprofundamento meditativo de cada fid. (Rowena A. Seneween)

Forfeda: o trato mágico a ser desenvolvido

1. Ebad/Éabhadh:

Mergulho na profundidade, um caminho novo, mais intenso, primordial. Bosque sagrado. Renascimento. Flexibilidade. Caminhos. Direcionamento. Começo. Nutrição espiritual. Jornada mágica e/ou espiritual. Reconhecimento. Completude. Profecia. Mensagem Divina. Centro do Mundo. Inspiração. Sabedoria bem aplicada. Força interior.

O Álamo Branco é a mudança interior e o despertar da sabedoria. É o domínio e a soberania sobre si mesmo. Indica uma nova jornada e novos caminhos que se abrem de forma segura. É o começo de uma jornada mais profunda. O álamo farfalha trazendo mensagens e sabedorias divinas, trazendo magia e inspiração. Requer busca, discernimento, espiritualização e um olhar para a essência das coisas. Está vinculado a Awen / Imbas e ao festival de Imbolc. O Álamo Branco é a condução ao centro de tudo, de onde novas revelações e caminhos surgem.

2. Ór/Oir:

Ouro. Fogo. Energia. Força interior. Movimento. Inteligência repentina. Ação. “Insight”. Aplicação apenas do necessário. Prosperidade no equilíbrio. Balanceamento. Inspiração posta em prática. É a árvore que se nutre da água e recebe o fogo do céu (raio). É a prosperidade realizada ao ser buscada.

O Evômino é a árvore do movimento. É a roda a girar, a atuação a partir da (do escutar da) sabedoria, a confiança interior. É o moinho. Indica prosperidade, vitória nos projetos, atuação, movimento. Requer desapego, trabalho, autoconfiança e por-se em movimento. Mas pode indicar o caos na estagnação quando a balança é desrespeitada. A prosperidade só se atinge na busca e na vitória das provações, em constante equilíbrio (interno e externo). Está vinculado a Beltane e aos Sídhe. O Evômino é o movimento e a tomada de decisões para prosperar.

3. Uilenn/Uillean:

Aparência. Colocar a tona. Questionamentos. Inquietude. Invasão. Rapidez. Espontaneidade. Trabalho. Mudança. Olhar para si. Regeneração. Encanto e sedução. Ramificação. São os laços sentimentais: a amizade, família e amor.

A Madressilva é o agir no mundo, ramificar-se e prosperar, vencer as perturbações e os desafios. Requer mudanças, agilidade e espontaneidade. Ela coloca os "termos" na mesa e requer que você os enfrente com coerência. Requer alinhamento e autoconhecimento (autodomínio). É preciso seguir em frente e deixar o passado no passado. Indica cura, purificação, renovação, mudanças, rompimento das ilusões, quebra com o passado. Mas pode também indicar desespero, destruição, solidão quando não bem observada. Representa o alinhamento dos Três Caldeirões e o Destino. Está ligada ao Festival de Lughnasadh. A Madressilva é a regeneração e a vida nova. É o mistério que deve ser vivido e não explicado.

4. Pín/Iphín:

Lidar com o passado: aprender a resolvê-lo. Intensificação. Doçura. Leveza. Paz (pacificidade). Resolução. Digestão. Revelação do que está escondido. Ser visionário. Cuidar de si. Melhorar a imunidade. Flexibilidade. Desafio. Proteção. Compreender o passado para entender o presente e prever o futuro. Passado. Antepassados. Sucesso. Conforto espiritual. Liderança. Serenidade.

A Groselha é digerir, conhecer e compreender sobre o passado e sobre si mesmo; e assim, agir com serenidade e doçura. Indica resolução, sucesso, aprendizado, conforto espiritual e doçura. Pode também indicar o azedo e estagnação. É a cura que vai de dentro para fora e de fora para dentro. Requer conhecimento sobre o passado, aprendendo com ele; dedicação e serenidade, flexibilidade, resolução, atitude e mudança. Está relacionada com a história, os Ancestrais, o Festim de Tara, a bolsa mágica de Mananánn e a Lança de Lugh. A Groselha é o desafio da doçura.

5. Emancholl/Eamhamcholl:

Vassoura de Bruxa. Aveleira de Bruxa. Sincronia. Resoluções. Confirmação. Reestabelecimento. Esclarecimento. Resposta. Cuidado. Confiança. Fluidez. Calma. Completude. Conexão com o sagrado. Mar. Viagem. Proteção. Coragem. Intensidade. Magia. Deuses. Renascimento / Recomeço. Vida nova. Compreensão. Profundidade. Amadurecimento. Decisões. Revelações. Cura. Esperança.

O Hammamélis é o conectar com o sagrado a partir de dentro, nos processos de cura interior (para) e exterior. Nesse processo as verdades são reveladas e a autonomia é reestabelecida. Para acessar os Deuses é preciso que eles habitem internamente. É a viagem que se faz para renovação, transcendência e cura. Ao entrarmos profundamente em nós mesmos, nos tornamos aptos a viajar para fora. Indica sucesso, revelações, intensificação, interiorização e externalização, completude, cura espiritual e física, proteção, magia e transcendência. Requer compreensão, fluidez, cuidado, abnegação, profundidade, amadurecimento, coragem, confiança e tomada de decisões. É preciso ser o sagrado e deixá-lo agir estando conectado a ele, em simbiose. Entretanto, pode ser letal quando essa busca é despreparada e errônea. Está vinculado à Árvore do Mundo e aos Deuses. Representa Samhain. O Hammamélis é a transcendência do ser.

Dartagnan Ávillys d’Avalon
Druida responsável do Leanaí an Ghealach Clann.

Estuda o Ogham enquanto oráculo, caminho espiritual e suas utilidades mágicas há quatro anos e é praticante do Druidismo há sete anos. Professor de Sociologia e Ensino Religioso, Bacharel e Licenciado em Ciências Sociais e Mestre em Ciência da Religião, ambos pela Universidade Federal de Juiz de Fora/MG.

Website:
http://lagjf.blogspot.com.br

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Artigo prévio 20. Teixo (Iodhadh / Yew = I)
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