Céad mille fáilte!

CONSULTA DO ORÁCULO

Pesquisa
Menu Principal
LIVRO

BRUMAS DO TEMPO
Poesias, pensamento e ritos druídicos - livro na versão impresso ou e-book.
Vendas: clique aqui.
Links

Agradecimentos:
Aon Celtic Art
Licença Creative Commons

SmartSection is developed by The SmartFactory (http://www.smartfactory.ca), a division of INBOX Solutions (http://inboxinternational.com)

Lugh, o brilhante!

Publicado por Rowena em 28/1/2012 (3556 leituras)

Lugh o Deus dos ferreiros e das múltiplas habilidades.

O Deus a quem os celtas continentais chamam de Lugus ou Lug e os insulares de Lugh, é um dos melhores documentados pelos historiadores e mais bem compreendidos dentre as divindades celtas. As provas incluem a iconografia do período pré-romano, testemunhos de escritores e historiadores greco-romanos, tradições literárias da cultura celta na Idade Média, narrativas populares modernas em línguas celtas e práticas de rituais, conservadas, principalmente, em comunidades rurais.

A sua origem é mista, pois pertence ao ramo das Tuatha Dé Danann pelo lado do pai, Cian, e aos Fomorianos pelo lado materno, Ethniu. Uma profecia dizia que Balor, o do olho malévolo, seria morto por seu neto, o que se concretiza na Segunda Batalha de Magh Tuiredh (Moytura). Para tentar evitar esse destino, Balor mandou dar fim nos netos, mas Lugh sobreviveu e foi criado por Tailtiu, conforme o Lebor, após a morte dela, Lugh ficou aos cuidados de Manannán sob o sistema de "fosterage" (tutela).

By Ingrid GrayWolfEm Lughnasadh (Lúnasa) celebramos a festa da primeira colheita. Lugh ficou conhecido pela alcunha de "Lámfada" - dos braços longos - e "Samildanach" - múltiplo artesão. É o Deus dos ferreiros, cujo domínio incluía a magia, as artes e todos os ofícios em geral, o Senhor dos mil talentos. Lugh, o Brilhante!

Em toda a Irlanda e em muitas outras partes do mundo celta, a celebração de Lughnasadh ou de qualquer outra festa da colheita, está centrada nos primeiros frutos de plantas cultivadas, que eram levados para uma local para serem abençoados e compartilhados pela comunidade, em honra a soberania da terra, representada pela mãe adotiva de Lugh, Tailtiu.

Lughnasadh era uma ocasião de paz entre as tribos, na qual as questões jurídicas eram resolvidas e os problemas políticos discutidos; artesãos, artistas e animadores tinham a chance de mostrar seus talentos, além de participar de eventos esportivos e jogos de tabuleiros (fidschel) em homenagem à Tailtiu. Essa festividade foi conhecida como Oenach na Tailtiu.

"O grande festival da colheita de Lugnasad é considerado o ponto alto do ano sazonal e foi celebrado em toda Ériu em cerca de 180 localidades diferentes. Vários historiadores, tradicionalistas e folcloristas acreditam que esse festival seja somente o resto de uma antiga celebração em honra de Crom Dubh ou Crom Cruach, com o qual é geralmente identificado. Uma deidade dispensadora de abundância. Nos contos encontrados no Ciclo Mitológico, embora grandes batalhas tenham ocorrido ali, é mais notada como o local do Círculo de Crom Cruach (Crom Crúaich, Cenn Cruaich, Cend Crúaich, Cenn Cróich, Cenn Croth Cromm Cruaich ou Crom-eocha, de acordo com Vallencey). Esse círculo sagrado de pedras era composto por doze rochas e um pilar central que se acreditava representar Crom Cruach, supostamente coberto de ouro e prata. Esse local foi no passado um importante centro das celebrações de Lugnasad até São Patrício, supostamente, partir o pilar em seu esforço para extirpar a adoração pagã em Ériu. A Dindsenchas (versão métrica) explica: "É a ele que costumavam sacrificar os primeiros nascidos ("cétgein") de cada prole e os primogênitos ("prímgein"), com a finalidade de assegurar um bom clima e o suprimento anual de grãos e leite, além da fertilidade do gado.

A Dindsenchas, também, explica que Lugh instituiu o festival de Lugnasad em honra de Tailtiu, deusa irlandesa dos grãos ou da colheita, talvez uma deusa solar no passado, sua mãe adotiva. Tailtin, que dela recebeu o nome, era o local original do mais importante Lugnasad de Ériu. A assembleia antiga chamava-se "Áenach Tailteann", e até os tempos históricos, foi famosa por seus casamentos, especialmente, os de "um ano e um dia". Por Bellovesos Isarnos.

Além disso, Lughnasadh é marcado por um período quente com tempestades e chuvas abundantes. O Sol, neste caso, representaria o olho ardente de Balor e a lança de Lugh se tornaria a arma necessária para dominar o seu poder, onde o intenso calor do verão, poderia colocar em perigo as colheitas.

Mas em termos práticos, o prêmio da batalha, é claro, a colheita, o fruto do ciclo agrícola e todo o significado do mito só pode ser entendido no contexto ritual da festa da colheita de Lughnasadh, a própria festa de Lugh e toda a sua simbologia. Descrito nos textos de Alexei Kondratiev.

Uma boa colheita a todos!

Fonte de pesquisa:
Mythical Ireland: Lugus por Alexei Kondratiev
Shee-eire - Magic & mythology: Deuses e Deusas Celtas
Templo de Avalon - Caer Siddi: Tuatha Dé Danann - Mitos e lendas

Leia também: Sugestão para celebrar Lughnasadh

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com

Veja em artigo em formato PDF Imprimir artigo Enviar artigo
0 Comentário(s)

Direitos Autorais

A violação de direitos autorais é crime: Lei Federal n° 9.610, de 19.02.98. Todos os direitos reservados ao site Templo de Avalon e seus respectivos autores. Ao compartilhar um artigo, cite a fonte e o autor. Referências bibliográficas e endereços de sites, usados na pesquisa dos artigos, clique aqui.


Navegue pelos artigos
Artigo prévio Tribos Célticas divididas por regiões A pronúncia do Gaélico Próximo artigo
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Artigos do Site
Para o proveito daqueles que não estão familiarizados com o que fazemos na ordem ADF - Ár nDraíocht Féin, permitam-me explicar rapidamente nossa cosmologia e o que esperamos alcançar em nosso ritual.
O Ogham é um alfabeto oracular, de origem celta, encontrado na Irlanda e Grã-Bretanha. O nome das letras ogâmicas é "fid" (singular) e "feda" (plural) em irlandês antigo. No irlandês moderno são: "fiodh" e "feadha" - que são palavras traduzidas como "madeira" e "bosque".
A meditação é fundamental ao autoconhecimento, no aprofundamento do caminho druídico e no contato com o divino, para alcançarmos o equilíbrio físico, mental e espiritual.

Go raibh maith agat... Obrigado!