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1° Dia: Porque Druidismo?

Publicado por Rowena em 24/2/2012 (4351 leituras)

Antes de responder essa pergunta é preciso voltar no tempo...

Desde pequena sou considerada impertinente e até meio esquisita, algo como aquela que gostava de conversar com as árvores e sonhar que voava pelos campos. A minha família com sua diversidade cultural que ia desde os portugueses, índios, até os poloneses, tinha suas diferentes crenças, quase sempre voltadas ao cristianismo. Mas havia também, aqueles que seguiam outras religiões como a Umbanda e que, por sua vez (não sei dizer bem o porquê), incorporavam nas reuniões familiares. Adorava quando isso acontecia e, com uma curiosidade ávida, tentava entender esse intercâmbio com o Outro Mundo.

Foi a partir daí que surgiram os meus infindáveis questionamentos.

Pesquisei, estudei e li muitos livros durante anos e, quando mais nada fazia sentido, literalmente, surtei! (risos). Ouvia vozes, via vultos e conversava com todos os tipos de seres. Entrava em transe ao meditar ou durante uma simples caminhada. Nesta época, em 1999, morava em um local próximo à natureza e me dedicava à arte floral japonesa, o ikebana - que teve sua origem na Índia através do budismo e também no xintoísmo, no Japão. Foi, então, que os mitos e as lendas ganharam um novo enfoque pessoal e comecei a buscar outras alternativas no âmbito espiritual.

Como bem disse Hilda R. Ellis Davidson, no livro Deuses e Mitos do Norte da Europa, e que muito me impressionou na época: "Os mitos podem nos levar a descobrir mais sobre nossa herança espiritual, e talvez perceber alguns dos defeitos no desenvolvimento espiritual do mundo moderno. O estudo da mitologia não precisa mais ser visto como uma fuga da realidade para as fantasias por parte dos povos primitivos, e sim como uma busca pela compreensão mais profunda da mente humana. Ao nos aventurarmos em explorar as distantes colinas habitadas pelos Deuses, estaremos talvez, descobrindo o caminho de casa." Finalmente, comecei a re-descobrir o meu caminho de volta para casa.

Então, para chegar ao Druidismo foi apenas uma questão de tempo, ou seja, até entender que o que eu praticava tinha o nome de Druidismo, se tornou um processo de desconstrução de crenças e de reavaliação de novos conceitos. Além do estudo sobre a cultura celta que se revelou de forma sincrônica em minha vida e que nessa época, praticamente, desconhecia.

Lembro que sonhava com espirais triplas e nomes estranhos (pelo menos naquele momento), como: Avalon e Arianrhod. Mas os Deuses, ancestrais e espíritos da natureza já faziam parte do meu dia-a-dia.

Resumindo, conheci a Wicca, mas logo percebi que não era o que buscava, em seguida, encontrei um grupo druídico com raízes britânicas em Atibaia/SP - que, infelizmente, perdi o contato. Vivenciei os ritos e fui orientada a pesquisar e escrever sobre o Druidismo. Nesta jornada, encontrei grupos como o Paganismo Reconstrucionista Celta e as ordens ADF e a OBOD, bem como o druida Searles O'Dubhain, que muito contribuíram e ainda contribuem com os meus estudos e vivências pessoais.

Enquanto isso, a vida seguiu seu curso.

O mundo deu suas voltas e como um rio que flui incessantemente sob as raízes das árvores, naturalmente, despertei através da sagacidade dos mitos arthurianos, das lendas galesas e dos contos irlandeses. E, hoje, me sinto plenamente realizada, em paz comigo e com os Deuses novamente.

Enfim, porque o Druidismo?

Porque esse é o meu caminho, a minha vida e a minha essência!



Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com

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