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Símbolos da Dança e os Mitos

Enviado em 09/01/2008 (17938 leituras)

Danar a arte de movimentar o corpo harmoniosamente em uma sequncia ritmada, ou seja, a forma como o corpo se move segundo uma composio coreogrfica, num determinado tempo e espao, expressando os mais nobres sentimentos contidos em um segmento musical.

A dana quando voltada terapia, tem o poder de libertar antigas amarras e bloqueios que dificultam a interao do ser humano ao meio em que vive. A dana quando voltada terapia, tem o poder de libertar antigas amarras e bloqueios que dificultam a interao do ser humano ao meio em que vive. Por exemplo, a Biodana ou como utilizo e nomeio a Biodana Elemental so tcnicas que auxiliam o bem estar, o autoconhecimento e o aperfeioamento pessoal.

As Danas Circulares ou Danas Populares tambm nos proporcionam um aprendizado maior e mais profundo, possibilitando assim a conexo com o Todo e o grupo danante atravs da sua simbologia ancestral e envolvente. Alm de propiciar sade, bem estar fsico, mental e espiritual.

A Cruz e a Roda

O smbolo da cruz e da roda representa o trajeto solar ao longo do ano, dividido em quatro partes, que atuam no espao e no tempo sobre a lei divina do destino da vida. Nas cruzes irlandesas do incio da era crist, o smbolo da cruz solar se liga ao smbolo da rvore do mundo, atravs da qual fluem os fluxos de luz e vida. De acordo com mitos e lendas, a rvore do mundo encontra-se no centro da terra. Em seus galhos o sol, a lua e todas as estrelas crescem como se fossem frutas.

Os feixes dos corpos de luz, que sobem e descem nos ramos, se entrelaam formando o caminho visvel da vida, em cujo segredo o heri precisa penetrar.

Em antigas representaes da cruz, os sinais simblicos se assemelham mais a uma dana da criao: o ser csmico flutua de braos abertos como uma figura iluminada solta no centro da roda solar. A rvore no centro da terra o cosmograma para as foras que ascendem e descem da rvore, que tiram seu caminho da atemporalidade, fluindo para a dimenso do tempo, do cu para a terra, essas foras crescem na forma ascendente, no caminho que vai das razes das profundidades at a coroa, entrando na dimenso da eternidade. (O ciclo sem comeo e nem fim).

Nas tradies religiosas, o tronco dessa rvore tambm a imagem da escada para o cu e o caminho do conhecimento. A horizontal do espao caracterizada pelos ramos ou braos que saem da metade da rvore. Em representaes da idade mdia, Deus encontra-se crucificado nos membros na rvore do mundo, na forma de cruz, e atravs da figura de um homem. Ele est entre o sol, figura da imortalidade, sua direita, e a lua smbolo da luz, sua esquerda, que precisa se transformar uma vez na serpente domada das profundidades e na pomba espiritual das alturas.

O Deus que morre periodicamente no decorrer do ano e que ressuscita na eternidade no eixo do mundo ele prprio o centro, onde todas as antteses se encontram e se recolhem. o ponto de reunio das diferentes formas de manifestao, que surgiu pela extenso do ponto de origem. Em antigos mitos histricos sobre a Deusa, no a figura de Deus que est na rvore, mas a serpente, smbolo sagrado da prpria Deusa, o mistrio da transformao.

Na dana dos smbolos, ambiciona-se esta unidade dos sentidos, para experienciar os Deuses pela viso interior. Assim como nos exerccios da ioga, a fora da serpente est implcita no movimento da espiral ascendente e descendente, na rvore da coluna vertebral. Os cinco pontos onde a serpente est presa figura simblica da rvore so indicados na prpria dana. A imagem nos leva aos cinco sentidos, que so o nosso destino e que nos "crucificam" no tempo e no espao.

Por meio da dana ocorre a libertao dessa fixao, pela representao das formas simblicas na cruz axial e pela dedicao s leis divinas. (O fluir da vida!)

No ritual danante da dana mais prolongada, hassapicos, o eixo do corpo pende at que o equilbrio seja encontrado na cruz. Neste caso, se dana a imagem mstica da restaurao da rvore da vida, que sobreviveu tradio popular da rvore de maio, no caso do hemisfrio sul seria outubro, e feita a dana em volta do tronco enfeitado de fitas. Hassapicos mostra o danarino com a cabea levemente inclinada como na cruz, as pernas baixas ilustram a viga transversal da cruz, que est na posio diagonal para baixo, smbolo da extremidade da cauda da serpente, que se enrola na rvore do conhecimento, tornando-se uma metfora para o trajeto em ziz-zag da vida. Que assim seja!

Fonte bibliogrficas:
Dana Smbolos em Movimento de Maria-Gabriele Wosien

Rowena A. Senėwėen
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Trs Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com

Leia os artigos de Rowena Ferch Aranrot.
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Rowena A. Senėwėen