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Energias telúricas: dos celtas aos dias atuais

Enviado em 16/07/2010 (7922 leituras)

Envoltos numa aura de mistrio, poder e magia, os celtas despertam um grande fascnio sobre ns atravs de seus antigos smbolos perdidos no tempo, da arte e dos mitos, onde espirais e crculos sagrados vibram intensamente at os dias de hoje, com tamanha vivacidade, que chega a ser surreal.

Os antigos montes de Newgrange, Knowth, Dowth, Fourknocks, Loughcrew e Tara, na Irlanda, so maravilhosos exemplos de espirais, anterior aos celtas, conhecidos como "As Espirais da Vida", representando de um modo geral o ciclo da vida, da morte e do renascimento.


As primeiras referncias que temos sobre os povos celtas encontram-se na literatura greco-romana, por volta de 500 a.C., considerados como sendo os introdutores da metalurgia do ferro na Europa, dando origem Idade do Ferro, neste continente. H indcios, tambm, de uma cultura pr-cltica ao redor do Danbio, no ano de 1000 a.C., chegando Idade do Bronze por volta do ano 1500 a.C.

Os celtas eram compostos de vrias tribos, sendo que cada uma possua seu prprio chefe e, apesar de serem bem diferentes entre si, possuam uma cultura em comum, uma raa guerreira, o parentesco das lnguas, os costumes, a religio e, consequentemente, os sacerdotes.

Os druidas eram tidos como sacerdotes dessas tribos e o Druidismo, por sua vez, um fenmeno exclusivamente celta, ou seja, o Druidismo era a religio dos celtas - apesar de no serem reconhecidos por estes nomes. quase impossvel falar dos celtas sem falar dos druidas e vice-versa.

Para os celtas, os fenmenos naturais eram foras sobrenaturais reconhecidas, na sua maioria, como divindades femininas na representao de Deusas me e veneradas de alguma forma. Eles acreditavam que toda rvore, montanha, pedra ou fonte de gua possua um esprito prprio e, por isso, eram dignos de culto, devoo e respeito.

A mulher na sociedade celta era vista como a imagem simblica da soberania e da fertilidade. Eram reconhecidamente guerreiras, mes, mulheres fericas (fadas), rainhas, druidisas ou sacerdotisas.

"As heronas femininas picas apresentam mltiplas aparncias, mltiplos rostos, mltiplos semblantes, geralmente trs, tendo em considerao o nmero simblico sagrado dos celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de trade como o triskel, a tripla espiral que, girando volta de um ponto central, simboliza por excelncia o universo em expanso." Descrito por Jean Markale no livro em "A Grande Epopeia dos Celtas".

O triskelion considerado um antigo smbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "trs pernas". Este smbolo nos lembra trs pernas correndo ou trs pontas curvadas, uma referncia ao movimento da vida, do universo e aos trs reinos: a Terra, o Cu e o Mar.

Sacralidade da Terra

A ligao entre o sagrado e o mundano muito estreita, na viso drudica, chegando a ser quase impossvel separar o profano do espiritual ou o divino dos aspectos comuns da sociedade.

Os pensamentos, palavras e aes que tornam todo este processo sagrado. Alguns lugares com caractersticas especiais, como os montes, as rochas, as rvores, os lagos, as fontes e os rios, constituem um elo de ligao e representam assim, uma passagem entre os mundos.

Essas passagens, por sua vez, irradiam uma vibrao muito forte, conhecidas como correntes telricas, que so correntes eltricas de baixa frequncia que e se movem atravs do subsolo ou do mar, irradiando energias formidveis, conectando-nos s grandes foras csmicas.

Uma vez estabelecido este contato podemos observar um perfeito estado de harmonia e um equilbrio muito grande em nosso interior, favorecendo as celebraes solares, lunares e a meditao.

Portanto, toda natureza em si considerada um princpio sagrado.

Correntes Telricas

Os druidas transmitiam seus ensinamentos apenas de forma oral, ento, tudo o que sabemos hoje sobre os druidas, fora o fato de que eles adoravam o carvalho e o visco, vem dos relatos de militares e historiadores greco-romanos e, posteriormente, na Idade Mdia, de monges e abades.


Na viso drudica, os gigantescos blocos de granito e construes megalticas, incluindo Stonehenge, eram utilizados como captadores de correntes telricas. Lembrando que os druidas no construram Stonehenge (monumento megaltico situado em Salisbury - Inglaterra), supostamente eles utilizaram os crculos de pedras, conhecidos tambm como "cromlech", para fins religiosos, eventos astronmicos e para prever outros acontecimentos, como eclipses e as mudanas nas estaes do ano.

Atualmente, podemos usufruir dos benefcios das correntes telricas positivas, de uma maneira prtica, atravs da tcnica conhecida como Radiestesia. Ao que se sabe, essa tcnica no tem nenhuma ligao com os celtas, nem com os antigos druidas.

A Radiestesia - do latim "radius" a sensibilidade a determinadas radiaes - ficou mais conhecida na Europa a partir do incio do sculo XX, apesar das suas referncias histricas virem de tempos longnquos. Ela era usada principalmente para encontrar veios de gua, poos artesianos e jazidas subterrneas de minrios, utilizando-se de uma varinha de madeira em forma de forquilha.

Essa investigao energtica tambm pode ser feita nos ambientes de casas ou escritrios, com o auxilio de um pndulo, que ir captar as vibraes emitidas por um objeto e todo o seu campo de atuao.

Para identificar se as correntes telricas esto fluindo de forma positiva ou no, coloque o pndulo no local onde ser medida a vibrao e observe: se ele girar no sentido horrio quer dizer que a energia est positiva, se girar no sentido anti-horrio quer dizer que a energia est negativa.

Caso ele se mantenha parado ou trmulo significa que h falta de energia, no sentido intuitivo.

Para corrigir essas falhas energticas, podemos contar com o auxilio de pedras ou cristais, como o quartzo branco, por exemplo, que sero colocados no local afetado. As pedras preciosas so canais de energia, que possuem centros vibratrios e, por serem consideradas sagradas, nos remetem novamente espiritualidade dos druidas. Que assim seja!

Bnos do cu, da terra e do mar!

Referncias bibliogrficas:
BOSTRM, Francisco - A Sabedorias das Pedras - Ed. Best Seller, 1994.
GREEN, MIRANDA JANE ALDHOUSE - Exploring the World of the Druids - London: Thames and Hudson, 1997.
JUBAINVILLE, Henri-Marie D Arbois - Os Druidas. Os Deuses Celtas com Formas de
Animais - So Paulo: Ed. Madras, 2003.
MACCULLOCH, J.A. - A Religio dos Antigos Celtas - Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MARKALE, Jean - A Grande Epopia dos Celtas - Ed. squilo, 1994.
SIQUEIRA, Renato Guedes - Cinestesia do Saber - Radiestesia - Ed. Roka, 1996.

Rowena A. Senėwėen
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Trs Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com

Leia os artigos de Rowena Ferch Aranrot.
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"Três velas que iluminam a escuridão:
Verdade, Natureza e Conhecimento." Tríade irlandesa.

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Rowena A. Senėwėen