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A Dança das Sombras

Enviado em 10/09/2010 (2955 leituras)

Quando se fala em sombra, logo se pensa em algo "sombrio ou "assombroso", qui at assombrado. Quando na verdade se trata de nosso "eu" mais profundo, nossa psique (expresso criada pelo pai da psicanlise Karl Jung). Essa conexo a compreenso da Sombra interior.

Como um espelho que reflete o que, realmente, somos em nossa essncia e que muitas vezes, ignoramos ou se quer sabemos que existe. Acontece que nosso ego se nega a confrontar-se com nossa Sombra, delimitando as aes e pensamentos que se originam desta Sombra.

Podemos citar dois exemplos dentre os milhares do que poderamos chamar de "sombra ruim" e "sombra boa, apenas como parmetros de comparao, de modo que, em nosso pensamento, no h tais foras como bem e mal, como entidades e sim, acreditamos que aquilo que os gera, reside em nossas aes e em nossa energia/pensamento. Atravs da histria da humanidade so inmeras incidncias que comprovam que ns, seres humanos que somos os verdadeiros progenitores e denominadores das manifestaes de bem e mal. Bem, vamos aos exemplos:

Na primeira situao podemos observar um cidado "comum", pacato e honesto, que nunca fez mal ou machucou algum, ser facilmente motivado por uma seita, lder poltico, religioso ou at mesmo por um "conselheiro mal intencionado" que de alguma maneira, abre uma "vlvula interna" que produz uma descarga emocional, capaz de assassinar friamente outra pessoa ou cometer qualquer tipo de atrocidade. Fazendo-o, de certa forma, sentir algo que revele sua natureza mais bestial e devastadoramente real, nua e crua.

Seria esta a manifestao de sua sombra interna, recusada e rejeitada?

J na outra situao, temos o "oposto, um cidado que tido como: arrogante, prepotente e egosta, que tem em seus bens o que mais lhe valioso, mas que em uma situao de calamidade pblica como uma enchente ou desabamento prximo a ele, sente uma necessidade incontrolvel de "ajudar e fazer sua parte", pois ele sabe que tem recursos para isso.

Ento, sua natureza humana to "pisoteada" e tida como "fraqueza" se manifesta da forma mais caridosa e emptica possvel e ele se sente vivo como nuca antes, dotado de um "poder absoluto" que est alm das fronteiras de seu ego.

A Sombra interna nosso espelho negro ou branco, o oposto ou a semelhana. algo trancado nos calabouos de nossos medos incompreendidos, dos quais aprendemos ser o dogma da repugnncia, dos quais nossos pais e os pais de nossos pais, desde nossas razes mais ancestrais, aprenderam que devem ser negadas e trancafiadas em lugares, onde nunca teremos acesso em nossa existncia.

o que nos escapa entre os dedos, como quando tentamos agarrar a areia, so nossos pesadelos ou sonhos "proibidos". o "doar-se esperando que nos doem algo em seguida"... Quanto maior a intensidade da Luz, maior se projeta a sua Sombra.

A inteno neste artigo de uma forma consciente, despertar o sentido adormecido, ou seja, a nossa conexo com esta sombra, de modo que ao compreend-la, estud-la e de alguma forma, possamos ajud-la a estar em equilbrio com a nossa conscincia.

A conscincia a certeza que transcende o medo, a ignorncia e a preponderncia dos preconceitos impostos pela "anti-natureza" humana. Nossos filhos herdam de ns, o que formar parte de seus caracteres comportamentais, nossas aes e palavras reverberaro por toda sua vida e os guiaro nos momentos mais solitrios. Portanto, j tempo de despertarmos para o real equilbrio que rege o Amor e a compreenso universal.

Nas palavras de Patrcia Fox - idealizadora do projeto Hera Mgica: "Caminho na Luz, mas sabendo que ao meu lado caminha uma Sombra que precisa ser respeitada e compreendida. A busca pelo real equilbrio desperta, se alinha com as leis universais e resgata a nossa real integridade verdade.

Por ldrich Hazel Ybyrapyt
Caminhante que busca o despertar da conscincia atravs da meditao e da compaixo.

Citao:
"Somos todos folhas da mesma rvore."
ldrich, filho da Aveleira
http://eldrichazel.blogspot.com

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Rowena A. Senėwėen