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Poesias Pagãs

Templo de Avalon

Invoco toda a magia de Avalon,
Templo e morada dos Deuses antigos
Linha tênue que encobre esse breve frisson
Onde seres brilhantes permanecem ocultos.
Buscam o equilíbrio e resgatam a sagrada unidade
Através do éter misterioso dessa névoa de prata
Revolvem a terra e ativam a fertilidade
Espalhando gotículas em forma de cascata.
O fogo sagrado que expurga os tolos do caminho
Revelam segredos de um transe ascendente
Alguns percebem e poucos entendem o torvelinho
Que nos envolve neste sonho envolvente.
Palavras soltas ao vento, adentram os corações
Despertam emoções adormecidas, jamais esquecidas
Através da semente que em breve trará novas lições
Germinando uma era de esperanças renovadas.
É nesse abençoado universo sagrado
Onde a implácavel fortaleza do tempo
Alinha-se às ondas da mente, no desvairado
Eterno giro da roda, sem nenhum contratempo.
Avalon, a ilha dos campos verdes e do céu anil
Muito além das brumas do tempo e da ilusão,
Onde mais uma vez, renasce de forma sutil
Nas águas cristalinas da fonte do meu coração.

Rowena A. Senėwėen ®
Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.

Sombras da Lua

Boca vermelha,
Sedenta de beijos ardentes
Divina centelha

Além da alma sombria,
Tormento vivido
Na loucura dessa noite fria

O branco pálido da morte,
Grita alto pelas sombras da Lua
E rompe no peito mais forte

Pelos séculos perdidos,
A fúria guardada
De momentos revividos.

Rowena A. Senėwėen ®
Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.

Filhos das Estrelas

Vindos nas asas de Erin, pelas bênçãos de Danu
Mestres da magia, ouçam o nosso chamado
Mostre-nos a Lia Fáil, a pedra do destino soberana.
Pela espada de Nuada, seja a justiça equilibrada
Em nome dos nossos Deuses antigos
Que a lança de Lugh, proteja a nossa jornada.
Concedendo-nos a vitória sobre o orgulho desmedido
Que o caldeirão do Grande Dagda,
Transforme-nos num ser pleno e renascido.
Abençoando-nos com fartura e bem-aventurança
Pelos três reinos, apresentem-se hábeis filhos,
Tuatha Dé Danann, o código de honra, a nobre aliança.
Tanto nas florestas e nos montes abaixo da terra,
Façam-se presentes, através da vossa sabedoria,
Assim como, toda a terra acima dessa terra.
Possam nos levar adiante neste propósito maior,
No princípio da tua mais perfeita criação,
Sempre em benefício da criatura e do criador.
A luz que brilha na escuridão guiando o coração,
Salve os Filhos das Estrelas Brilhantes,
Esperança do amanhecer, a eterna promessa do verão!

Rowena A. Senėwėen ®
Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.

Esperança do Amanhecer

Filha dos sonhos vá agora,
Corra e abra a porta
Do velho carvalho sem demora.
O poente se aproxima
Escute os seus segredos.
Onde a vida começa e não termina.
Dance até cair a última folha
Pegue o galho dourado,
Antes que a noite o recolha.
Corra, pois o tempo voa,
Atravesse de novo o portal
E siga até a margem da lagoa.
Pegue o galho prateado
Ultrapasse novamente o umbral.
A Lua ilumina o caminho sagrado.
Corra, pois a barca lhe espera.
As sementes da esperança germinam
Despertando os Deuses na primavera.
Toque o seu coração
E abrace os seus sonhos.
A tua mão alcança além da ilusão.
Traga-o de volta,
Através da arte do amor.
A Senhora benevolente
Revela-nos a força da magia,
Que hoje aqui se fez presente.
Abençoados por esta linda sintonia!

Rowena A. Senėwėen ®
Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.

Quem eu gosto

Quem eu gosto
Gosta de mim

Quem eu gosto
Não me acha perfeita
Quem eu gosto me aceita
Louca, livre
Mau humorada, irritada

Quem eu gosto
Gosta de mim

Quem eu gosto
Me conhece
E mesmo que não me conheça
Gosta de mim

Quem eu gosto
Sabe da minha alegria,
Beleza, harmonia
Conhece o sabor das minhas lágrimas
Sabe da força dentro de mim

Quem eu gosto
Gosta de mim
Porque antes de me ver
Viu a minha alma

Quem eu gosto
Gosta de mim. 

Lydia Gomes © Todos os direitos reservados
Três Rosas Vermelhas - O Registro Poético de uma Bruxa®

PEREGRINA

Sou uma peregrina da vida
Onde ela pode me levar eu não sei
Mas sei que ela me quer e eu a quero

Transformo minhas mudanças em presentes para mim mesma
Trabalho o que pra mim é vital em cada momento

Sou uma peregrina da alma
Com ela comungo com os quatro elementos
Me sintonizo com suas forças
Pra me fazer inteira
Mergulho em suas energias
Pra me sentir completa

Sou uma peregrina da Arte
Que com seus mistérios tudo transforma
Que se funde em mim de várias maneiras
Que me faz transpirá-la por meu corpo inteiro

Sou uma peregrina
Sou uma peregrina
Sou uma peregrina

Livre
Selvagem
Natural
Sempre peregrina...
De mim mesma.

Anna de Leão ©
Todos os direitos reservados.

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Rowena A. Senėwėen
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