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Símbolos Celtas - 2ª parte

Publicado por Rowena em 12/2/2009 (47122 leituras)

Caminhando pelo mundo mágico dos símbolos e seus significados, podemos dizer, que de um modo geral, os símbolos celtas estão associados às espirais da vida e ao número três, supostamente, tido como sagrado na cultura celta.

"Para os celtas, o número três era o número mágico por excelência, o que expressava sua visão do mundo. Podemos encontrá-lo repetido à exaustão, em seus mitos. Era representado graficamente como um triskele, símbolo solar de três braços derivado da roda." Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May.

Desde as formas mais simples às mais compostas, podemos encontrar um padrão exato de movimentos centrífugos e centrípetos, representando movimentos internos e externos ligados aos ciclos naturais do homem e aos fenômenos da natureza.

As espirais celtas encontradas em antigos sítios arqueológicos, conforme estudos e pesquisas, poderiam ser interpretações e representações exatas de configurações planetárias visíveis de estrelas brilhantes, de eclipses solares e lunares.

Os povos antigos viam o tempo como uma roda, um círculo sem começo e nem fim.


A roda é um símbolo solar, que representava o dia e a noite, a união de duas grandes forças naturais, que dividem o ano em uma parte clara e a outra escura.

Em Beltane, a roda entrava na época clara do ano (verão), marcando um período de crescimento e ação exterior. Já em Samhain a roda cruzava a metade escura (inverno), marcando um período de busca interior e recolhimento.

Podemos dividir a roda em quatro partes centrais representando os quatros grandes festivais celtas, que são: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh. Os solstícios e os equinócios, numa visão moderna, seriam divididos nas outras quatro partes transversais.

"Os celtas usaram a representação da roda com um símbolo ou um amuleto, enquanto que nos festivais, em pleno verão ardente, a roda, rolando em um declive, simbolizava o sol." - A Religião dos Antigos Celtas - J.A. Macculloch.

Os símbolos celtas, geralmente, são formados de espirais simples, duplas e triplas.

Espirais Simples: As espirais em sentido horário representam o sol de verão (a expansão) e no sentido anti-horário o sol de inverno (a proteção). Representam os solstícios.


Espirais Duplas: As espirais duplas representam, o equilíbrio, através dos equinócios da primavera e do outono.


Espirais Triplas: As espirais triplas representam a união dos Três Reinos Celtas, descritos no artigo anterior, em: Símbolos Celtas - 1ª parte.


"Para os celtas, a vida significava movimento e dinamismo e por isso não havia alternativa possível: descartada a opção de ficar quieto, sob pena de ser destruído pela incessante ondulação da existência, a única coisa que restava a fazer, era seguir andando com ela." Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May.

Os símbolos celtas, no geral, são inspirações sagradas que ampliam a consciência, despertando sutilmente nosso interesse ancestral por essa misteriosa cultura, além de nos possibilitar acessar um mundo repleto de novas experiências.

Seguindo essa antiga energia, entraremos em contato com a unidade que habita dentro de nós, um espaço sagrado repleto de mistérios e pronto para ser desvendado.


É a ação dos ciclos dentro de outros ciclos, o eterno movimento da vida!

Referências bibliográficas:
BELLINGHAM, David. Introdução à Mitologia Céltica. Lisboa: Ed. Estampa, 1999.
GREEN, Miranda Jane Aldhouse. Celtic Myths. London: University of Texas Press, 1995.
___________. Exploring the World of the Druids. London: Thames and Hudson, 1997.
MARKALE, Jean. A Grande Epopéia dos Celtas. SP: Ed. Ésquilo, 1994.
MACCULLOCH, John Arnott. The Religion of the Ancient Celts. Edinburgh: T. & T. CLARK, 1911.
MAY, Pedro Pablo. Os Mitos Celtas. São Paulo: Ed. Angra, 2002.
PLACE, Robin. Os Celtas. São Paulo: Ed. Melhoramentos, 1989.

Rowena A. Senėwėen ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com

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 esperando pacientemente o crescimento
da nitidez dos nossos sentidos."
Poema de W. B. Yeats

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Rowena A. Senėwėen