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| :: A Magia das Deusas em cada Caminho |
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Enviado em 07/12/2009
por administrador (505 leituras)
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Atualmente, vejo uma certa tendência entre caminhos tão parecidos, tão próximos, tão válidos e ricos em espiritualidade começando uma rivalidade, e isto me deixa chocada, ao mesmo tempo que entristecida.
Qual a sua religião?
- Eu sigo a Tradição da Deusa. Sou Wicca. É o Paganismo. Sigo a Antiga Religião. É a Arte. Sou Bruxa. Sou Sacerdotisa Celta. Sigo a Espiritualidade da Deusa. O Sagrado Feminino. O Caminho da Deusa.
Todas estas respostas já dei quando me fazem a tal pergunta. Não porque não saiba qual a minha religião, mas sim porque ela abrange todas estas filosofias e provavelmente muito mais.
Ando vendo uma certa tendência entre caminhos tão parecidos, tão próximos, tão válidos e ricos em espiritualidade começando uma rivalidade, e isto me deixa chocada ao mesmo tempo que entristecida.
Dogmas, regras, criamos todos os dias para nós mesmos, para nossa vida.Se isto é “certo” ou “errado” eu não sei. O que penso é que querer encontrar um caminho espiritual sem dogmas ou preceitos é esperar muito do ser humano ainda extremamente neurótico, por mais evoluido que seja, ou possa parecer.
Não posso compactuar com o fato de que seguidores de caminhos espirituais tão massacrados, exorcizados e mal interpretados num passado não tão distante assim, queiram ditar regras ou se acusem mutuamente. Caminhos, torno a repetir, tão próximos, que têm como base as mesmas energias, a Deusa, a Natureza, a liberdade. Liberdade? Acho que ninguém sabe o que é isto.
Quando me coloco como seguidora do todos os caminhos acima é porque sinto dentro de mim a maioria deles, muitos que para mim, e para mais alguns, são sinônimos, e todos têm um senão, um porém, como tudo na vida, como todos na vida.
Religião perfeita não existe. Ou melhor, existe, é aquela que é só sua, interna, pessoal, por mais que tenha o mesmo nome da de fulano, que pareça com a de beltrano. Para haver a verdadeira religião, isto é, o verdadeiro religare, é preciso sentir a espiritualidade de dentro e não de fora. Nunca uma religião vai estar viva numa pessoa se ela for igual para todos. A religião, a espiritualidade, é algo extremamente pessoal. Vão haver muitos, inúmeros, pontos em comum com outras pessoas, mas cada um vai sentí-la de um jeito. Até as próprias regras, os próprios dogmas podem ser interpretados de maneiras diversas e pessoais, e até as não regras, os não dogmas, são vivenciados de maneiras distintas.
Talvez este seja o motivo principal para eu não pertencer a grupo nenhum. Não consigo colocar a minha espiritualidade em grupo. Muitas vezes celebro, confraternizo em coletividade, mas sinto que para a minha espiritualidade única e individual o melhor é ritualizar sozinha.
Bom, você pode dizer que os celtas faziam tudo em grupo, que a noção de clã era muito forte neles... E eu respondo: então nisto eu não combino com os celtas. E por aí vai com outros caminhos espirituais, nomes, filosofias, com as quais me identifico, mas não em tudo. E aí eu digo, não sigo as regras, sigo o que está aqui dentro, de minha alma, de meu coração, ou talvez mesmo apenas de minha personalidade, vá saber. Mesmo assim não está “certo”, nem “errado”. É “apenas” a minha espiritualidade, como eu sinto o divino, como comungo com o divino.
Há outra coisa também muito importante: o tempo de cada um. Quando ingressei nestes caminhos há cinco anos, precisei passar por muitas coisas, isto é, aprender muitas coisas que agora acho obsoletas. Até mesmo o estar em grupo foi importante! Outras coisas foram aprendidas primeiramente para depois serem interpretadas por mim. Hoje, já as interpreto de outra maneira e provavelmente daqui a alguns anos as interpretarei de outra forma, tudo de acordo com minha experiência pessoal e evolução. O que quero dizer com isto é que há uma razão para tudo. Que todos os caminhos têm seus graus de evolução e não cabe a nós julgá-los, ou combatê-los, principalmente se não seguimos estes caminhos e se estes caminhos têm pontos tão em comum com os nossos.
Então, me permitam uma sugestão: vivenciemos nossos caminhos com a felicidade de termos liberdade para isto, antes que a inquisição se instale novamente.
Todos os direitos reservados.
Por Anna Leão Escritora, dançarina, professora de dança e técnicas corporais.
 Site Anna Leão: http://www.annaleao.com.br Blog Metamorfose: http://www.annaleao.blogspot.com E-mail: anna@annaleao.com.br
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