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Ogham e os Símbolos das Fedha

Enviado em 13/12/2009 (11566 leituras)

1. Aicme Beithe - Raça da Bétula

Bétula (Beith / Birch = letra B): está relacionada a novos começos, nascimentos e clareza, por isso também é a Árvore que representa o "primeiro" grau no Druidismo (Bardo). Conhecido como vidoeiro-branco é a árvore do primeiro mês do "Calendário Celta", Novembro.

Sorveira (Luis / Rowan = letra L): fala sobre proteção contra encantamentos, riqueza, controle de todos os sentidos, a Árvore da Vida. Segundo mês, Dezembro.

Amieiro (Fearn / Alder = letra F): nos traz proteção oracular e orientação. Mês de Janeiro.

Salgueiro (Sail / Willow = letra S): está relacionado à "visão noturna", ritmos lunares, magia e aspectos femininos. Mês de Fevereiro.

Freixo (Nion / Ash = letra N): está ligado aos "mundos internos" e outros mundos (planos), a Árvore do Mundo, a relação do macrocosmo com o microcosmo, sintonia com a Criação e conexão com o futuro. Geralmente é usado na confecção do Bodhrán (instrumento musical de percussão também conhecido como tambor irlandês). Mês de Março.

2. Aicme hÚatha - Raça do Pilriteiro

Espinheiro-Branco (hÚath / Hawthorn = letra H): proteção, medo e purificação. Dedicado à sátira, sua árvore também é conhecida pelo nome de Pilriteiro. Mês de Abril.

Carvalho (Duir / Oak = letra D): é tida como a Árvore Mãe para os Druidas, o Rei das Árvores. Ela representa por si só o espírito de todas as outras Árvores do mundo e também representa o "terceiro grau" dentro do Druidismo, sabendo que uma das explicações para a palavra Druida vem do médio-galês "Dewr = Carvalho e Wid = sabedoria", que poderia ser traduzido como: "aquele que possui a sabedoria do Carvalho". Acredita-se que as antigas cerimônias sagradas na idade Celta eram sob estas imensas Árvores em bosques de Carvalhos, conhecidos por eles como "Nemetons". Proteção sólida e concretizada, portal dos mistérios, perícia e força. Mês de Maio.

Azevinho (Tinne / Holly = letra T): fala sobre vitória, justiça, transformação, discernimento e conquistas; ensinando-nos a vencer sabiamente. Mês de Junho.

Aveleira (Coll / Hazel = letra C): Árvore da intuição, inspiração e suavidade, direto da fonte (origem) ou ligação ancestral. Há um conto Celta sobre as nove avelãs que foram engolidas por um salmão às margens de um rio, que foi pescado e depois levado à corte, para ser comido pela rainha que engravidou magicamente. Esta é uma das versões de como nasceu o primeiro Druida e explica por que o salmão é tido como símbolo de sabedoria para os Celtas. Árvore do mês de Julho.

Macieira (Quert / Apple = letra Q): é uma Árvore muito cultuada nos tempos antigos por estar ligada a Avalon (a ilha das maçãs); a maçã cortada diagonalmente revela cinco sementes, assim como uma estrela de cinco pontas, considerada um símbolo sagrado. Cada uma das pontas significando os quatro elementos da Natureza, seguido do quinto elemento que sugere ser o Espírito, ou seja, a reintegração de homem/natureza, no Ogham. Ela diz para escolher com beleza e pela beleza, como quer que ela se apresente, sabendo que a beleza nem sempre está relacionada à estética escolha, mas sim à inspiração e o amor. Esta Fid não está vinculada a nenhum mês.

3. Aicme Muine - Raça da Vinha

Videira (Muin / Vine = letra M): é uma Fid de profecia, premonição e confiança. Deixe a intuição lhe guiar. Mês de Agosto.

Hera (Gort / Ivy = letra G): é conhecida como a Espiral do "self" (ou eu interior) e está relacionada à busca pelo "self", portanto sugere uma "viagem" interior ou conexão em busca de conhecimentos. Mês de Setembro.

Junco (nGétal / Reed = ditongo Ng): família das gramíneas, o bambu, aconselha uma ação direta, ou seja, ir direto ao ponto em relação ao assunto, ordem e harmonia. Mês de Outubro.

Ameixeira Brava (Straiph / Blackthorn = ST, SS, Z): mudança inesperada, planos alterados ou arruinados. Aceite o inevitável e prossiga. Não há mês relacionado a esta Árvore.

Sabugueiro (Ruis / Elder = letra R): é a arvora que traz o "fim no começo" ou o "começo no fim", entendendo que na espiritualidade Celta se acredita que todos os fins são novos começos, isto depende da absorção e filtragem do consulente perante as experiências vivenciadas. Ela é a Árvore dos três últimos dias do mês de outubro, o que explica o porquê dos fins e começos, pois no calendário Celta é o mês de Samhain, o fim do verão. É a "Roda Escura" do ano que inicia com a chegada do Inverno. Um novo ciclo que se inicia.

4. Aicme Ailme - Raça do Abeto

Abeto (Ailm / Silver Fir = letra A): indica "longa e alta visão", no sentido de enxergar além das montanhas e colinas, por detrás do horizonte. Tentar enxergar mais longe e mais ao alto, pois se trata de uma Árvore muito alta e pode ser vista de uma longa distância.

Tojo (Onn / Furze = letra O): integração, meditação, perseverança, rapidez e fertilidade. Perceber os sinais que conspiram ao nosso favor.

Urze (Úr / Heather = letra U): ligação com o "eu interior" e a cura, tanto física como espiritual. Germinação e intensidade.

Choupo (Eadhadh / Aspen = letra E): ajuda de qualquer natureza, determinação, prevenção de doenças e força interior.

Teixo (Iodhadh / Yew = letra I): esta Fid representa a Árvore do "segundo grau" no Druidismo, este grau é onde o Druida se relaciona mais intimamente com seus antepassados e ancestrais. Na idade Celta, eles eram tidos como os mensageiros dos ancestrais sagrados, a voz espiritual. É também o "grau" onde se estuda o Ogham profundamente para predição do futuro. Denota durabilidade e resistência a tempos difíceis, perdas e/ou ganhos, tantos materiais como espirituais. Esta árvore possui uma característica muito interessante, pois alguns de seus galhos crescem em direção ao solo, para adentrá-lo e formar novos brotos por debaixo da Terra, estes brotos crescem por dentro do tronco que com o tempo se rompe em uma espessa mucosa, dando assim espaço ao novo tronco, que se formou dos brotos dos galhos. Talvez venha daí à ligação como Ovate, ela renasce de suas próprias raízes, assim como o Ovate se conecta aos ancestrais.

5. Forfeda - Letras Adicionais

Álamo branco (Éabhadh / Coad = EA): bosque sagrado e todo conhecimento que se encontra no passado, presente e futuro, domínio da natureza. Festival do Fogo: Imbolc.

Evônimo (Ór / Gold = OI): doçura, encanto, inteligência repentina e insight. Festival do Fogo: Beltane.

Madressilva (Uillean / Elbow = UI): um segredo escondido. Festival do Fogo: Lughnasadh.

Groselha (Ifín / Iphin = IO): traz conhecimento antigo, concentração no passado para entender o presente e o futuro.

Hamamélis (Eamhancholl / Mor = AE): literalmente o mar, água de proteção, que afasta as más energias e purifica. Abriga incontáveis formas de vida, de incompreensível beleza; viagem e renascimento. Festival do fogo: Samhain.

Continue a ler: Ogham, Oráculo Ancestral e Escrita dos Druidas

Agradecimentos à Bellovesos Isarnos, pela consultoria dos textos.

Leia também: Estudos do Ogham - Caer Siddi

Por Ëldrich Hazel Ybyrapytã
Druida, amante do esplendor da Criação, músico e poeta, pesquisa e estuda o Druidismo e o Ogham, alfabeto e oráculo celta. Membro fundador do D.N.A.

Ëldrich, filho da Avelãzeira:
www.druidismoativista.com.br

E-mail:
eldrich@templodeavalon.com

Para ler os artigos de Ëldrich Hazel Ybyrapytã, clique aqui.
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Para o proveito daqueles que não estão familiarizados com o que fazemos na ordem ADF - Ár nDraíocht Féin, permitam-me explicar rapidamente nossa cosmologia e o que esperamos alcançar em nosso ritual.
O Ogham é um alfabeto oracular, de origem celta, encontrado na Irlanda e Grã-Bretanha. O nome das letras ogâmicas é "fid" (singular) e "feda" (plural) em irlandês antigo. No irlandês moderno são: "fiodh" e "feadha" - que são palavras traduzidas como "madeira" e "bosque".
A meditação é fundamental ao autoconhecimento, no aprofundamento do caminho druídico e no contato com o divino, para alcançarmos o equilíbrio físico, mental e espiritual.

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