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O Renascimento do Druidismo

Enviado em 27/09/2010 (1774 leituras)

Se entre os europeus do continente o Movimento Renascentista conduziu em geral um reviver da antiga cultura greco-romana para os lados das ilhas britânicas sob sua influência houve ao lado disto um início de resgate do legado céltico que virou tendência mais tardiamente mesmo após do Renascimento ter tido seu fim historicamente, entre 1300 e 1650 d.C.

Assim, nestas voltas inesperadas que o mundo dá na ordem dos eventos, o druidismo acabou ´´renascendo´´involuntariamente a partir do Século XVII pelas mãos do antiquário e escritor John Aubrey (1626-1697) que difundiu erroneamente a idéia de que Stonehenge e outros sítios megalíticos como de Tower Hill, Primrose Hill e outros eram templos druídicos.

A idéia de Aubrey caiu com uma luva, principalmente, para a alta elite inglesa que se ressentia pelo fato do então emergente Império Britânico não poder ostentar o fato que seus antepassados tivessem criado algo tão portentoso arquitetonicamente como as pirâmides do Egito, o Partenon da Grécia e etc de modo que foi uma questão de tempo para tanto toda uma aura romântica e intensamente mística fosse estabelecida ao redor dos druidas quanto uma enorme curiosidade despertada de como seriam as cerimônias druídicas e seus conhecimentos.

Ocorre que como os druidas não deixavam registro escrito do que faziam e nem havia sobrado vivo algum remanescente do druidismo, salvo talvez na sua forma corrompida de superstição popular, toda esta expectativa criada sobre o tema caí no vazio e gradualmente abriu-se mais espaço para a especulação.

Mesmo com tamanha falta de evidência termina-se criando em 1781 a ´´Antiga Ordem dos Druidas´´ como uma sociedade secreta que depois evoluiu mais publicamente para uma organização de socorro mútuo dos aos seus membros do mesmo modo como ocorreu como a maçonaria, iluminat e rosa-cruz.

Eis que surge na esteira destes acontecimentos a figura exótica de Edward Willians (1747-1826 ), poeta e antiquário inglês, também conhecido como Iolo Morgannwg, que anuncia o descobrimento do um manuscrito apócrifo medieval (o Barddas) e outros documento até mais antigos onde estaria prescrito todo o conhecimento druídico, suas cerimônias e etc.

Não tardou para que em 1819, Edward Willian, com base nestas ´´descobertas´´ criasse uma associação com a 'National Eisteddffod' do País de Gales que ganhou um grande prestigio e reunindo grande número de membros da alta sociedade que devidamente ´´vestidos como druidas´´ buscaram reviver os antigos rituais druídicos em Stonehenge, nas datas de cada solstício e equinócio durante o ano.

Muitas outras ´´ordens druídicas´´ foram criadas dali em diante, seja mesmo em dissidência ao grupo de Edward no País de Gales e principalmente em virtude de regionalismos, o que fez difundir o druidismo para Escócia, Irlanda, Inglaterra e etc . Porém, o processo de expansão do druidismo sempre foi focalizado nas classes mais altas da nobreza e da burguesia.

Tudo até aí corria bem e o druidismo parecia que ressurgia magicamente das cinzas depois de séculos, só que ocorre de que os manuscritos eram uma fraude e para piorar os sítios megalíticos que Aubrey imaginou como contemporâneos dos druidas eram na verdade construções bem mais antigas conforme pesquisas científicas depois puderam revelar no século XX.

Não obstante, apesar de toda refutação o fato é que até hoje é possível encontrar gente que alegue ser ´´druida´´ pelo mundo afora e mesmo Stonehenge acabou virando destino de peregrinação mística para muitos onde volta e meia pessoas até hoje se reúnem ´´fantasiadas´´ para que supostamente possam celebrar o que julgam ser rituais antigos na vã suposição que estão reproduzindo uma tradição milenar.

Por Ioldanach
Ioldanach se define como auto-didata e celtista amador que tem como linha de pesquisa tratar o assunto de maneira objetiva e da forma mais científica possível.

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