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29° Dia: Futuro

Publicado por Rowena em 23/3/2012 (1937 leituras)

O futuro se lê nas entrelinhas do presente, reescrito nas memórias do passado, inspirando-nos a seguir adiante, rumo a novos ciclos. E o que nos reserva o futuro?

Mudanças acontecerão, com certeza, pois o universo está em constante movimento. O futuro depende muito de como encaramos os fatos à nossa volta e, principalmente, como interagimos com ele. Como dizem: nem tanto o céu, nem tanto a terra. Focar o cotidiano com lentes cor-de-rosa não corresponde à realidade, por outro lado, olhar as tragédias pessoais com os olhos negros do pessimismo, muito menos. O equilíbrio é sempre um bom companheiro.

Aprendemos no Druidismo a observar o mundo através da crença na ciclicidade da vida. Os povos celtas acreditavam que para nascer neste mundo, temos que morrer no Outro e vice-versa. Essa interação entre os mundos nos transmite uma sensação de paz, além de nos facilitar a busca pelo conhecimento e o auto-aprimoramento sem que, com isso, percamos o rumo da jornada.

"Entender as dinâmicas ocultas do tempo é conhecer a realidade do mundo dos espíritos que permite ao Ovate alcançar o divino sem a interferência da mente racional. Este trabalho possui três categorias: Augúrio - que é a realização de previsões baseadas em sinais e presságios; Adivinhação - que utiliza métodos específicos para encontrar coisas ocultas - sejam eles intangíveis, como os eventos futuros ou tangíveis, tais como o veio d'água ou o metal; e Profecia - que dependia da capacidade do Ovate para canalizar a sabedoria superior em relação ao futuro." Conforme explica Philip Carr-Gomm, no livro "Os Mistérios dos Druidas".

Os métodos empregados são vistos da seguinte maneira:

1. Métodos de Augúrio - Os pássaros representam a presença dos Deuses, o corvo, por exemplo, era associado à Morrighan e a Badb. A direção de onde eles vinham e os ruídos que emitiam, permitiam que um druida soubesse o tipo de pessoa que se aproximava. Outras formas de augúrio, praticadas pelos druidas e ovates, era o "neldoracht" ou a observação do movimento das nuvens, bem como a direção dos ventos, nevoeiros, trovões, relâmpagos e chuvas durante os dias dos grandes festivas celtas, ajudando-os a predizer o futuro.

2. Métodos de Adivinhação - Segundo o "Livro de Ballymote", Ogma (filho de Dagda) inventou o alfabeto oracular conhecido como Ogham, baseado em árvores sagradas. O Ogham era a linguagem secreta dos bardos e poetas que reconheciam um enigma através da intuição, decifrando-os com a compreensão de suas metáforas. Apesar de não podemos ter certeza, do ponto de vista histórico, de que os antigos druidas usassem o Ogham na sua forma oracular, nos dias atuais ele também é usado para se acessar o saber ancestral. E, para encontrar água ou metais, eles usavam uma varinha de aveleira, tal como os radiestesistas o fazem.

3. Métodos de Profecia - A intuição permite canalizar a inspiração sagrada em termos mais profundos, nos ensinando a lidar com os níveis mais ocultos da realidade, através do transe xamânico que na forma de profecias, descrevem um possível tempo futuro.

Enfim, todas essas ferramentas nos dão acesso ao Outro Mundo, possibilitando uma infinidade de ensinamentos, mas o futuro do Druidismo e do mundo está no modo como utilizamos todo esse conhecimento antigo. Então, use-o com muita sabedoria!

"Escutai a voz do Bardo! Que vê Presente e Passado, e o Futuro que escutou o antigo Verbo Sagrado, quando entre as velhas Árvores andou." - William Blake.

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com

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Para o proveito daqueles que não estão familiarizados com o que fazemos na ordem ADF - Ár nDraíocht Féin, permitam-me explicar rapidamente nossa cosmologia e o que esperamos alcançar em nosso ritual.
O Ogham é um alfabeto oracular, de origem celta, encontrado na Irlanda e Grã-Bretanha. O nome das letras ogâmicas é "fid" (singular) e "feda" (plural) em irlandês antigo. No irlandês moderno são: "fiodh" e "feadha" - que são palavras traduzidas como "madeira" e "bosque".
A meditação é fundamental ao autoconhecimento, no aprofundamento do caminho druídico e no contato com o divino, para alcançarmos o equilíbrio físico, mental e espiritual.

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