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A subserviência e a liberdade responsável

Enviado em 31/03/2011 (2410 leituras)

Caminhos para a "salvao" so sempre discutveis e confrontveis. Atravs dos tempos houve brigas, guerras e intolerncia... Enfim, o que deveria servir de ponto de ligao entre as pessoas que buscam uma forma de conectar-se com o Divino, acabou sendo a causa que gera as incertezas, medos e combates fsicos ou no.

De um lado, temos as religies dogmticas e subservientes que pregam uma doutrina regrada e sistemtica, quando contrariada, passiva de punio divina, que segue a imagem de uma divindade imponente e punitiva, que um dia voltar para julgar e punir vivos e mortos nascidos do pecado original.

De outro lado, existem as religies que ensinam que somos feitos da centelha divina, criadora de tudo que vivo e habita o nosso planeta. Estamos intimamente ligados e tudo o que fazemos, surte efeito em cada ser vivo que habita esta Terra e ecoa nos quatro cantos do mundo. Fazemos parte de um grande corpo, um gigantesco ecossistema divino, rico em amor, fertilidade e abundncia. Religies centradas na sacralidade da Terra, que compreendem a diversidade como uma das principais fontes de fora, vigor e ponto de unio entre povos, raas, etnias, tribos, etc.

A histria nos mostra que o mundo era habitado por povos tidos como selvagens, aborgenes, tribos de nativos de uma nao chamada Planeta Terra, que levavam uma vida em conexo com tudo que provinha da Natureza e por isso, considerando-a como sagrada, imaculada e perptua. s vezes, fico imaginando como foi o surgimento da primeira ideia de divindade e como a pessoa sentiu que existia isso para ele (a), ou seja, a concepo do universo e como esta divindade se manifestaria na sua vida.

Acredito ter sido esta percepo, gradativamente, natural e espontnea, pois os povos primitivos tinham a imensa convico de como dependiam da Natureza para, simplesmente, sobreviverem. Acredito, tambm, que eram realizados cultos primordiais aos Deuses e Deusas da criao como o Sol, a Lua, a Montanha, o Vento, etc. E tudo isso, de uma forma bem simples, pois era e foi concebida pelos sinais da prpria natureza selvagem e infinitamente bela, a sua inesgotvel fonte de alimento e vida.

At onde vemos as palavras: natural e simples foram muito bem empregadas na concepo de divindade e creio ser a forma que mais expressa o amor em sua essncia e prolifera o que a Natureza ensina na sua imponncia: a fluidez dos Rios, o sopro contnuo dos ventos, as implacveis tempestades que trazem abundncia e fertilidade. Pois tudo que natural tambm dual, sendo exatamente a que a compreenso humana foi deturpada e incompreendida. A princpio, com a chegada de novas crenas, filosofias e espiritualidades. A dualidade sagrada e traduz (para aqueles que procuram) o equilbrio da semente que sai de dentro da fruta para mergulhar no solo e tornar-se, novamente, uma rvore. Assim, a cada desabrochar de uma flor, a vida se manifesta no horizonte em um novo nascer do Sol.

Curiosamente, em rede nacional nota-se todos os dias os apelos das religies relacionadas ao meu primeiro relato neste texto, o que antes se tinha como assunto "proibido", como a sexualidade, agora debatido abertamente por estas religies. apelativo e no-natural que aps sculos de silncio e punies, sobre um assunto to polmico, o "proibido" nestas religies, apaream atravs das autoridades religiosas que representam cada uma delas, fazendo cara de "bonzinhos" e dizendo: necessrio que se oriente o jovem em relao ao uso da camisinha, a orientao sexual fundamental para que o jovem se forme em sociedade e perante a religio. Sabemos que o sexo nas religies da terra, em meu segundo relato neste artigo, sempre foi tido como sagrado, pois o ato que simplesmente gera a vida e d continuidade a nossa espcie neste planeta. Portanto, desde o incio dos tempos, foi algo sagrado e digno de ostentar, digamos, como status do ato criador da vida.

Mas com a ascenso e a alta demanda na busca por espiritualidades mais livres, notrio e pertinente que haja esta preocupao por parte das religies dogmticas, principalmente, para no perder seus rebanhos. E sabemos que entregar panfletos j no basta mais, pois se est tomando conscincia de algo maior e mais simples, algo h muito bem escondido na moral e nos bons costumes, que s as pessoas de maior desconfiana e questionamentos procuraram buscar, a verdadeira essncia de nossa existncia e o propsito da vida. Fazendo assim o seu caminho e procurando conscientizar, contaminar positivamente os demais, com intenes afins, que por tanto tempo foi ocultado de nosso conhecimento. Agora se sabe que a informao est por toda parte, que nossa inteligncia busca a conexo divina que no pode ser enlatada ou rotulada, por esse ou aquele lder religioso, desta ou daquela religio.

Buscamos sim, pela verdade contida nas entrelinhas dos livros de histria, na imagem desfigurada refletida nas guas do lago de nossa Alma imortal. Hoje, procuramos nos conectar com nossa verdadeira busca e usufrumos o que mais belo nos foi dado pela divindade, a liberdade responsvel da escolha que, quando bem usada, se torna uma ferramenta de Amor e Cura para um mundo to doente e deturpado.

Por ldrich Hazel Ybyrapyt
Caminhante que busca o despertar da conscincia atravs da meditao e da compaixo.

Citao:
"Somos todos folhas da mesma rvore."
ldrich, filho da Aveleira
http://eldrichazel.blogspot.com

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