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A continuidade no Caminho

Enviado em 01/10/2017 (980 leituras)

"Continuidade no caminho: ao contemplativa para desbloquear a mente"

Existem muitos caminhos, ou possibilidades que no decorrer de nossa jornada pessoal so apresentados para ns, manifestados de infinitas formas.

Estas formas so muitas vezes agregadas das mais variadas cores, sabores, odores, sons, sensaes, percepes, sentimentos e intuies, tudo isso para aguar nossos sentidos e de certa forma, "chamar a ateno" do caminhante.

Por isso, no se torna tarefa fcil nos orientarmos em meio tanta informao, de modo que podemos levantar a pergunta: "... por que me parece que quanto mais eu tento buscar um caminho (seja ele espiritual, social, filosfico, etc) vou ficando cada vez mais perdido e desorientado?"

Ento, se em momentos como este nos entregarmos esta dvida de maneira tendenciosa ou lasciva, nos tornamos um campo vulnervel para a atitude (ou falta dela) de simplesmente deixarmos de buscar qualquer caminho, criando assim uma vasta rede de motivos para no faz-lo e rapidamente nos apegamos esta sensao criada por ns.

O que acontece que acabamos por idealizar demais o que planejamos para o futuro, quando este e sempre ser uma incgnita universal, no privilgio nosso estarmos merc do tempo e dos acontecimentos, veja o planeta que habitamos, por exemplo, o ecossistema e a condio humana, entretanto em momentos como este nos sentimos to "especiais", digo, o ego projeta a insatisfao, a revolta, o conformismo e a auto indulgncia, que so ncoras para conflitos internos que se manifestam como competitividade, inveja e afins. So muitas as possibilidades, em detrimento disto o potencial a ser explorado, muda seu curso. Seria uma ao errnea, correta ou apenas fruto da lei da ao e reao inerente a cada indivduo?

Enfim, se nos permitirmos permanecer abertos e receptivos para o aprendizado em si, aquele que permanece nas entrelinhas, entre o desejado e o rejeitado, talvez, protagonizaremos nossa prpria jornada, ou seja, no nos permitiremos cair nas tendncias egicas, ficando a deriva das armadilhas dos sentidos, nos tornando assim, co-criadores de nossos passos. preciso silenciar para poder ouvir, permitir que um jardim interno floresa em um espao onde tudo germina, amadurece, frutifica e morre, dando lugar uma variedade infinita e abundante, naturalmente cclico.

Isto geraria uma aceitao genuna de tudo que j somos em potencial, livres das amarras do julgamento, do hbito e da lassido, nos tornarmos ainda mais simples embora envoltos em uma complexidade nutritiva e reveladora.

Celebraramos e honraramos toda nossa diversidade interna e compreenderamos suas conexes e sutilezas em uma simplicidade esplndida.

Por fim, o que acaba por confundir nossa percepo de qual rumo tomar a mesma que nos ilude dizendo "como" devemos escolher o caminho. Como seres condicionados por rtulos, formas e "identificaes" muitos de ns precisa de um caminho conciso como uma religio ou filosofia.

Estamos carregados de culturas que nos acompanham desde que nascemos e isto uma condio difcil de se remover por completo, mas apenas por nos esforarmos a nos tornarmos observadores de ns mesmos, esta "realidade" pode comear a mudar, de dentro para fora, uma revoluo interna.

Se nos pusermos a meditar a cada mudana significativa em nosso caminho, a cada passo que damos ou deixamos de dar, poderemos sim exercitar esta abertura curativa, e a ateno plena (mindfulness). Apenas olhar com cuidado e compaixo para cada incio e trmino de ciclo, a sabedoria ir florescer de uma maneira naturalmente bela e eficaz, de modo que gradativamente comeamos a perceber que o que outrora foram rupturas ou diferenas que provocavam inquietude e desconforto, agora com mais calma mental e clareza, como guas calmas de um lago que revelam o que h em suas profundezas, poderemos ver que se trata de "conjecturas", sinapses ou interldios que so pontos de ligao entre tudo que somos e tudo que nos tornamos como um todo impermanente, pacfico e produtivo. O silncio entre as notas de onde tudo se origina e retorna, renasce e se revigora.

Talvez ao ler esta parte do texto possa vir pergunta: como impermanncia, paz e produtividade podem co-existir? E, talvez, tambm esteja a o verdadeiro significado de estes termos terem chamado sua ateno, eles esto escritos separados, mas no quer dizer que estejam condenados ao isolamento, a maior priso do mundo a mente que cria, assim como todas as chaves de todas estas prises que habitam na mente.

Que todos os seres sejam beneficiados!

Por ldrich Hazel Ybyrapyt
Caminhante que busca o despertar da conscincia atravs da meditao e da compaixo.

Citao:
"Somos todos folhas da mesma rvore."
ldrich, filho da Aveleira
http://eldrichazel.blogspot.com

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