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Tudo Permanece Como Nunca Foi

Enviado em 06/01/2010 (3747 leituras)

extremamente comum ouvirmos a seguinte frase, quando se trata dos cuidados que devemos ter com os recursos naturais do planeta: Ah, sempre foi assim.

Esta frase reflete o pensamento que foi moldado durante sculos e sculos de descaso com a Me Natureza, o comodismo trazido pela tecnologia exagerada nossas vidas. O ser humano se tornou cmodo e sedentrio, tendo a tecnologia do sculo 21 estampada nos outdoors, jornais e revistas sensacionalistas. O marketing do apocalipse se instalou de modo que, quando nos dermos conta, o caos eminente j haver nos devorado com seus dentes de metal pontiagudos, programados eletronicamente e livres de bactrias, querendo mudar a paisagem atual dos novos tempos.

Somos sim, produtos de uma palpvel era Narcisista, onde a idolatria demasiada ao corpo se expande e definha o intelecto, transformando-o em mero privilgio dispensvel e assim, de difcil acesso a grande maioria das pessoas. Parece-nos que crescemos em um jardim de espinhos, seria esta a sina do homem moderno?

Tal como criana brincando em um jardim de espinhos, o perigo eminente no desperta a maldade em seu corao, porm, estamos longe de ter a inocncia de uma criana, pois deixamos pureza primordial h muito tempo atrs.

Nossa gerao se tornou a soma de fatores determinantes para o fim da sobrevivncia na Terra, agregamos valores que no so valores. Somos o espelho da vingana da Natureza, os bblicos quatro cavaleiros do apocalipse que se revelaram nos Quatro Elementos da Natureza e foram forados pelo homem, a se emanciparem do que seria o quinto elemento, o esprito. Estes "Quatro Elementos" como catstrofes naturais, devastando e varrendo o cerne da Terra, em uma fria catica e desenfreada, que nos faz pedir por clemncia em meio a tantos, nos tornando apenas mais um, a sobrevivncia de um instinto desesperado e mortal.

A Lua permite um desequilbrio com as to sutis mars, as guas dos mares se enfurecem e transbordam em Tsunamis que varrem as costas e as cidades desprevenidas. A gua, o condutor universal, o smbolo do batismo, do renascimento agora uma grande vassoura de sal. O sal que purifica e agora cumpre este papel de limpeza, literalmente.

A Terra sucumbe s estruturas de concreto magistralmente arquitetadas pelo to sbio homem, tremores antes apenas sentidos em pesadelos noturnos em noites quentes de vero, agora libertos pelo mago da Terra que perdura e geme, se contorce e destri a estabilidade, a fora, a centralidade e se desfazem como cinzas.

Os ventos sazonais no escolhem mais estao ou ponto cardeal para se tornarem devastadores furaces, tornados, vendavais... O sopro, fluidez das emoes, agora se converte em invisveis fios cortantes agrupados como gigantescas navalhas que definham tudo que temporal. O Ar carregado, pesado e escuro, infesta nossos pulmes, pois respiramos junto da Me Terra e, portanto, tendemos a uma asfixia congnita.

Vulces derramam seu despertar arrebatador e consomem tudo ao seu redor, ele acorda com a fome de milhares de anos, desperto em labaredas cuspidas do interior de sua alma, o Fogo da transformao e da transmutao.

Agora, a conscincia humana toma uma vaga noo do que se deu ao nome de cuidar do Planeta. Buscamos, aos poucos, o equilbrio que se perdeu h muito... Somos um nmero terrivelmente menor daqueles que lucram com o caos e o medo.

Mas, mesmo assim, nosso corao desperta para algo inesperado, talvez tardio, assim temos a conscincia do que precisa ser feito e logo. Pois o pai tempo se tornou nosso inimigo e corre no sentido do desfecho temido.

Plantamos sementes que de algum modo podero buscar e, quem sabe, conseguir a redeno perante o gigantesco corpo Terrestre. Sementes com uma conscincia que vem de bero, uma cultura que sugere que a Terra mais do que nossa casa. Ns somos pequeninos tomos neste grande corpo e agredi-lo o mesmo que praticar suicdio.

O amor a fauna, a flora, aos reinos: mineral, vegetal e animal, o amor a ns mesmos, pois desde o mais minsculo pedregulho que pode compor uma gigantesca montanha rochosa ou da mais minscula e rasteira planta que pode compor uma Floresta imponente, tambm somos minsculos perto de toda grandeza e esplendor da criao, mas talvez possamos ainda, compor a mais bela das melodias, o mais belo dos poemas que traro um sopro de esperana a sobrevivncia.

Nossas sementes, nossos filhos!

Por ldrich Hazel Ybyrapyt
Caminhante que busca o despertar da conscincia atravs da meditao e da compaixo.

Citao:
"Somos todos folhas da mesma rvore."
ldrich, filho da Aveleira
http://eldrichazel.blogspot.com

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Rowena A. Senėwėen