Pesquisa
Menu Principal
LIVRO

Versão impressa e revisada
Informações: clique aqui.

Loja Virtual - Anam Mór ®
E-BOOK DO LIVRO

ADF
Grupo Filiado

Agradecimentos
Aon Celtic Art
Licença Creative Commons


A Canção de Amergin

Publicado por Rowena em 10/8/2011 (9886 leituras)

Amergin é filho de Mil, chefe dos Milesianos que lutou contra as Tuatha Dé Danann, descrito no "Lebor Gabála Érenn - O Livro das Invasões".

Considerado um "Ollamh", título que literalmente significa "Mestre". Cada tuath ou tribo tinha seu próprio Ollamh, tido como o maior e o melhor Druida local.

Ao colocar os pés em solo irlandês, Amergin faz a seguinte canção, em forma de poema, reivindicando as terras da Irlanda.

"Eu sou o vento sobre o mar.
Eu sou a onda do oceano
Eu sou o rugido das ondas,
Eu sou o poderoso boi de combate,
Eu sou o falcão no penhasco,
Eu sou a gota de orvalho no raio de sol,
Eu sou o javali selvagem,
Eu sou o salmão da sabedoria,
Eu sou o lago da planície,
Eu sou a força da palavra,
Eu sou a lança certeira,
Eu sou o fogo que cria o pensamento.
Quem ilumina a pedra da montanha, se não eu?
Quem sabe o lugar no qual o pôr-do-sol se deita?
Quem conhece as idades da lua, se não eu?
Quem mostra o lugar de onde o sol vai descansar?
Quem chama o gado de volta para casa, se não eu?
Quem é o Deus da forma, da batalha e dos ventos?
Quem é que sabe o segredo do dólmen, se não eu?"

Suas palavras são como um desafio, uma inspiração divina que, na língua gaélica, é conhecida como "Imbas", a "Inspiração Poética", tal como a "Awen" dos galeses, um frenesi conhecido como "fogo na cabeça", promovido por estados alterados da consciência. O poema de Amergin revela segredos druídicos, centrados numa longa jornada xamânica, rumo ao Outro Mundo e o seu retorno.

A canção de Amergin invoca os reinos do céu, da terra e do mar, com palavras de sabedoria e poder, a partir do "Eu Sou", pois cada ser carrega em si elementos ou "dúile" que os une à natureza e os Deuses, ou seja, a integração do homem com o Todo e o ambiente que o cerca. Interligados como um nó celta.



Letra em gaélico:
"Am gaeth i m-muir
Am tond trethan
Am fuaim mara
Am dam secht ndirend
Am séig i n-aill
Am dér gréne
Am cain lubai
Am torc ar gail
Am he i l-lind
Am loch i m-maig
Am brí a ndai
Am bri i fodb fras feochtu
Am dé delbas do chind codnu
Coiche nod gleith clochur slébe
Cia on co tagair aesa éscai
Cia du i l-laig fuiniud gréne
Cia beir buar o thig tethrach
Cia buar tethrach tibi
Cia dám, cia dé delbas faebru a ndind ailsiu
Cáinte im gai, cainte gaithe."

As Tuatha de Danann foram derrotados e obrigados a recuar para o Outro Mundo, através de colinas subterrâneas, o Sídhe, muito além mar, graças a um feitiço de invisibilidade de Manannán. A Irlanda foi dividida entre os irmãos de Amergin, Érimón, que governou o norte e Finn Éber, o sul.

E encerra-se, assim, mais um ciclo dentro da epopeia celta e as Tuatha Dé Danann aparecerão em muitas outras histórias séculos adiante, comprovando sua existência divina e imortal. Que assim seja!

Rowena A. Senėwėen ®
Extraído do livro Brumas do Tempo
Todos os direitos reservados.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com

Direitos Autorais

A violação de direitos autorais é crime: Lei Federal n° 9.610, de 19.02.98. Todos os direitos reservados ao site Templo de Avalon : Caer Siddi e seus respectivos autores. Ao compartilhar um artigo, cite a fonte e o autor. Referências bibliográficas e endereços de sites consultados na pesquisa dos artigos, clique aqui.

Navegue pelos artigos
Artigo prévio Mais sobre os Caldeirões Noite Sagrada de Samhain Próximo artigo

"O mundo está repleto de coisas mágicas,
 esperando pacientemente o crescimento
da nitidez dos nossos sentidos." - W. B. Yeats

Go raibh maith agat... Obrigada!
Rowena A. Senėwėen