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4° Dia: Três Reinos

Publicado por Rowena em 27/2/2012 (4388 leituras)

Um bom exemplo da representação de cada reino está no Táin Bó Cúalnge, mito irlandês do Ciclo de Ulster, como referência de poder aos Três Reinos, no juramento céltico: "Manteremos a fé até o céu cair sobre nossas cabeças e nos esmagar, até a terra se abrir e nos engolir, até o mar subir e nos afogar."

Os povos que atualmente conhecemos como Celtas, possuíam um simbolismo mágico e de poder em relação ao número três que, provavelmente, representava os ciclos de vida, morte e renascimento. Existem vários mitos celtas que descrevem essa triplicidade, considerada sagrada por eles e que está perfeitamente elucidada nos Três Reinos: Céu, Terra e Mar - reinos onde há a existência de vida.

As forças que compunham todo esse universo simbolizam, também, as três esferas do nosso ser: corpo, mente e espírito. E são vistos pelos Druidas, da seguinte maneira:

- O Céu: que está acima de nós e representa a luz, a inspiração sagrada e os Deuses.

- O Mar: que está no horizonte e representa os seres feéricos, a água e os Ancestrais.

- A Terra: que está abaixo de nós e representa as raízes, o solo e os Espíritos da Natureza.

Evidentemente, nas fronteiras do Outro Mundo transitam Deuses, antepassados e espíritos da natureza. No centro destes reinos encontraremos o Bosque Sagrado, onde o Fogo queima no Poço da sabedoria, sob a Árvore do mundo e que, durante as vivências pessoais, utilizamos essa simbologia em nossos ritos.

Os Três Reinos estabelecem uma divisão organizada do cosmos como algo imutável e duradouro, fortemente impregnado nas lendas, no folclore e na mitologia céltica.

Fluindo entre os mundos, transcrevo um poema de Caitlín Matthews para a travessia da alma:

"Não sei qual o meu destino.
Viajo para muito longe das ondas.
Procuro minha alma, onde ela está?
Eu olho a estrela para me guiar de volta.

Há uma ilha no oeste,
Terra sob o Céu e sobre o Mar,
Viajo para muito longe em minha busca.
Procuro um guia para me conduzir.

Um ramo de prata em minha mão
Com flor de cristal e fruto dourado,
A mãe árvore cresce na praia;
É lá que eu devo encontrar minha raiz.

Há uma ilha no mar,
Onde as águas fluem e o alimento dá a vida,
Onde não há inimigo, onde o amor é livre.
Procuro um lugar onde não aja contenda.

Eu olho a estrela para me guiar para casa,
Encontro o repouso da minha alma e meu espírito,
Viajei muito além das ondas,
Pois não há fim em minha busca."

Bênçãos do Céu, da Terra e do Mar!



Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com

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