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9° Dia: Ancestrais

Publicado por Rowena em 03/3/2012 (3942 leituras)

A ligação com as raízes ancestrais nos dão força para crescer. Ancestral ou antepassado é uma relação muito mais abrangente que vai além dos nossos queridos avôs que, talvez, já tenham feito a passagem para o Outro Mundo; é a nossa linhagem espiritual com os Deuses, nossos Ancestrais primordiais.

Ancestrais eu vos saúdo,
Da raiz à frondosa copa das árvores,
Sua essência habitará eternamente dentro de nós.


Podemos dizer que os ancestrais vão desde os antepassados mais próximos, ou seja, as linhagens diretas das nossas quatro famílias consanguíneas: avôs maternos e avôs paternos, e assim por diante - que no Druidismo chamamos de Ancestrais de Sangue, até a herança nativa, daqueles que habitaram a terra antes de nós - chamados de Ancestrais da Terra. E, por fim, a afinidade celta que representa a tradição dos costumes e das lendas de um povo que nos liga o passado ao presente - os Ancestrais da Tradição.

Ancestrais eu vos saúdo,
Dos passos firmes e fortes sob a terra,
Daqueles que caminharam neste solo antes de nós.


Na visão druídica o universo se expande em espiral com suas múltiplas escolhas, por meio da migração das almas, podemos ser até nossos próprios ancestrais. Relembrando e vivenciando uma cultura tão antiga e ao mesmo tempo tão atual, através de alguns dos seus princípios como a honra, a verdade e a lealdade.

Ancestrais eu vos saúdo,
Da essência vivida na alma e no coração,
Tribos celtas que circulam em espiral por entre nós.


Portanto, ao nos lembrarmos dos antepassados, durante nossos ritos e práticas diárias, estaremos conservando todo um patrimônio cultural, herdado de uma conexão ancestral, proporcionando assim, uma relação de reciprocidade de sentimentos de amor e amizade com todos seus descendentes, honrando àqueles que, realmente, merecem ser honrados por suas virtudes.

Ancestrais eu vos agradeço,
Pelo manto invisível que nos protege,
Da jornada às águas profundas que renasce em nós.


"Os mortos não estão longe, pelo contrário, estão muito, mas muito mais perto do que se imagina. É um encontro com as profundezas do "self" mais oculto da natureza. É uma viagem em direção a novos horizontes. Num certo sentido, estamos sempre à espera do grande momento da colheita ou do retorno às raízes, que sempre nos assombra com uma profunda sensação de ausência. A estreita faixa de claridade que chamamos de "vida" se estende a escuridão do desconhecido rumo à morada dos ancestrais. Gosto de pensar na morte como um renascimento. A alma é livre, em um mundo onde não há separação, sombra ou lágrimas, somente reencontros." Por John O'Donohue.

Que assim seja!



Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com

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