Céad mille fáilte!

CONSULTA DO ORÁCULO

Pesquisa
Menu Principal
LIVRO

BRUMAS DO TEMPO
Poesias, pensamento e ritos druídicos - livro na versão impresso ou e-book.
Vendas: clique aqui.
Links

Agradecimentos:
Aon Celtic Art
Licença Creative Commons

SmartSection is developed by The SmartFactory (http://www.smartfactory.ca), a division of INBOX Solutions (http://inboxinternational.com)

18° Dia: Ciência e Filosofia

Publicado por Rowena em 13/3/2012 (1949 leituras)

Penso que a ciência e a filosofia caminham juntas. E, do ponto de vista da metafísica, a filosofia constitui as raízes fortes da árvore do saber, a ciência o tronco e a ética os ramos principais.

No que se refere ao Druidismo, Pomponius Mela, geógrafo romano do século I, chamava os druidas de mestres da sabedoria que, além da função sacerdotal, exerciam a função de conselheiros, professores e filósofos. Eram eles os responsáveis pelas cerimônias religiosas, pelos rituais em geral e por todos os julgamentos proferidos na tribo.

Os druidas exerciam um papel importantíssimo nas sociedades celtas. Ensinavam sobre a ciência natural e a filosofia moral, sendo considerados como o mais justos dos homens; e suas práticas legais foram descritas em antigas leis célticas. A capacidade intelectual dos druidas era comparada com a dos magos da Pérsia, os brâmanes indianos e a muitas outras classes instruídas da época.

Apesar deles não existirem em todas as tribos celtas e sua verdadeira origem ainda ser considerada um mistério, há uma série de elementos nos relatos greco-romanos e nos achados arqueológicos que nos dão pistas sobre suas práticas religiosas, ligadas a ciência e filosofia, como por exemplo, a de que a alma não morre e depois da morte, ela passa de um corpo para outro, conhecido como metempsicose, bem como a observação do movimento das estrelas, a grandeza do mundo e as leis da natureza.

Diógenes Laércio, historiador e filósofo grego, conservou a máxima atribuída a uma tríade druídica que dizia: honrar os Deuses, não causar dano a ninguém e ter coragem.

Essa filosofia é associada à ideia de paz. Os antigos escritores clássicos, como Júlio César e Diodoro Sículo, relatam que mesmo os druidas sendo isentos do serviço militar e de ir à guerra, por vezes eles pacificavam as tribos guerreiras, passando entre as fileiras inimigas para pedir a paz e apaziguar os exércitos. Os druidas eram considerados os intermediários entre os Deuses e o homem - ninguém podia realizar um ato religioso ou algo dessa magnitude sem a sua assistência.

Mas qual a importância destes fatos nos dias atuais?

Para responder essa pergunta, busco inspiração nas palavras de Philip Carr-Gomm:

"Ao examinar os papéis do druida como juiz e professor, conselheiro de reis e rainhas, cientista e alquimista, é preciso lembrar que por trás de cada uma dessas funções havia o coração de um filósofo, extremamente preocupado com o significado e o propósito da vida na Terra. A filosofia dos druidas foi influenciada pelo pitagorismo, e se assim é, podemos começar a construir um retrato bastante abrangente da filosofia destes sábios da floresta... Silenciosamente, o Druidismo cresceu e evoluiu constantemente ao longo dos séculos - no seu modo de absorção ou sobre muitas outras influências. O grande problema da civilização moderna foi que a humanidade se tornou alienada da terra e dos ciclos sazonais e agrícolas. Além disso, uma compreensão do valor da mitologia tinha sido perdida. Na última década, o Druidismo foi influenciado por ideias e filosofias de movimentos holísticos e ambientais, de modo que ao lado de suas preocupações com a busca da sabedoria e a união com a Divindade, está à proteção do mundo natural, com o desenvolvimento de tecnologias, atitudes e estilos de vida que promovam a harmonia, ajudando a humanidade a reconectar-se com a natureza e os Deuses."

Que assim seja!

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

Website:
www.templodeavalon.com
Brumas do Tempo:
www.brumasdotempo.blogspot.com
Três Reinos Celtas:
www.tresreinosceltas.blogspot.com
E-mail:
rowena@templodeavalon.com

Veja em artigo em formato PDF Imprimir artigo Enviar artigo
0 Comentário(s)

Direitos Autorais

A violação de direitos autorais é crime: Lei Federal n° 9.610, de 19.02.98. Todos os direitos reservados ao site Templo de Avalon e seus respectivos autores. Ao compartilhar um artigo, cite a fonte e o autor. Referências bibliográficas e endereços de sites, usados na pesquisa dos artigos, clique aqui.


Navegue pelos artigos
Artigo prévio 17° Dia: Ética 19° Dia: Magia Próximo artigo
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Artigos do Site
Para o proveito daqueles que não estão familiarizados com o que fazemos na ordem ADF - Ár nDraíocht Féin, permitam-me explicar rapidamente nossa cosmologia e o que esperamos alcançar em nosso ritual.
O Ogham é um alfabeto oracular, de origem celta, encontrado na Irlanda e Grã-Bretanha. O nome das letras ogâmicas é "fid" (singular) e "feda" (plural) em irlandês antigo. No irlandês moderno são: "fiodh" e "feadha" - que são palavras traduzidas como "madeira" e "bosque".
A meditação é fundamental ao autoconhecimento, no aprofundamento do caminho druídico e no contato com o divino, para alcançarmos o equilíbrio físico, mental e espiritual.

Go raibh maith agat... Obrigado!